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Pacto Global da ONU no Brasil atinge marco de 2 milhões de trabalhadores impactados e expande metas de sustentabilidade até 2030

Relatório Ambição 2030 foi lançado durante evento que reuniu lideranças empresariais e consolidou o protagonismo brasileiro na agenda ESG global

São Paulo, junho de 2026 – O Pacto Global da ONU - Rede Brasil, representação local da maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, tornou público, durante o 4º Fórum Ambição 2030 - o maior evento de sustentabilidade corporativa do país, realizado em São Paulo, no último dia 02 (terça-feira) -, os resultados consolidados do seu Relatório Ambição 2030, referentes ao ciclo 2025. E o balanço anual aponta que as iniciativas e movimentos da instituição já impactam, diretamente, mais de dois milhões de trabalhadores no Brasil, deixando evidente o potencial do país para ocupar uma posição estratégica no debate internacional sobre clima, biodiversidade e transição energética, bem como integridade, direitos humanos e trabalho.

Até dezembro de 2025, conforme consta do novo relatório, 389 organizações brasileiras estão formalmente comprometidas com a agenda de sustentabilidade da ONU, o que representa um crescimento de 11% em relação a 2024. Ao todo, a rede acumula 751 cartas de compromisso assinadas (documento que formaliza a entrada no Pacto Global da ONU) e mais de duas mil metas públicas declaradas, mantendo um índice de recomendação de 9,1 pelas empresas participantes, em uma escala de zero a dez. 

Segundo Guilherme Xavier, Diretor Executivo do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, o ciclo de 2025 demonstra que as companhias saíram da fase de intenções e entraram na etapa de consolidação de dados confiáveis e monitoramento contínuo. Ele destaca que esse amadurecimento técnico do setor empresarial brasileiro tem inspirado iniciativas semelhantes do Pacto Global nos Estados Unidos e em outros países, reafirmando o protagonismo nacional na liderança climática e social global.

Uma das principais novidades apresentadas no relatório, para 2026, é a evolução da agenda ambiental com a transformação do Movimento Impacto Amazônia, iniciativa cuja ambição é engajar o setor empresarial brasileiro no enfrentamento ao desmatamento na Amazônia, no novo Movimento Impacto Biomas. Diante da urgência climática e da proximidade da COP30, a iniciativa expandiu seu escopo para além da floresta amazônica, incorporando todos os biomas críticos do Brasil e integrando a gestão de ecossistemas naturais diretamente à estratégia de negócios das companhias. Antes desse reposicionamento, o Movimento Impacto Amazônia registrou, em 2025, um crescimento de 67% em organizações comprometidas. 

Na mesma linha climática, o Movimento Ambição Net Zero, iniciativa que estabelece compromissos de combate às mudanças climáticas com metas ambiciosas, consolidou-se como o segundo maior em adesão do portfólio, com 129 empresas que, juntas, registraram uma redução acumulada de 87,35 milhões de toneladas de carbono nos últimos quatro anos, sendo que 82% das participantes já concluem seus inventários de emissões nos Escopos 1, 2 e 3.

Ainda na frente ambiental, o relatório trouxe dados expressivos sobre recursos hídricos e economia circular. O Movimento + Água, que propõe o engajamento coletivo para alcançar objetivos centrais nas agendas de segurança hídrica e acesso ao saneamento básico no Brasil, registrou 88% de atingimento na meta de contribuição para o acesso à água potável. Paralelamente, o Movimento Conexão Circular, criado para acelerar o atingimento das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12 – Consumo e Produção Responsáveis, alinhadas aos princípios da Economia Circular, registrou 77% de progresso na valorização de resíduos sólidos. Também celebrou o lançamento de iniciativas de inovação, como o ReInova (projeto de redesign e inovação, para engajar ativamente as empresas para trabalhar itens selecionados do Inventário Nacional de Resíduos) e a Moeda Circular (protótipo de itinerância na coleta de resíduos recicláveis do ReInova), apresentados no cenário global.

Na esfera social e de governança, os movimentos focados em diversidade, equidade e inclusão alcançaram as maiores notas de satisfação das empresas parceiras. O Movimento Elas Lideram 2030, focado na igualdade de gênero em posições de alta liderança, tornou-se o maior movimento da Rede Brasil, com 145 corporações signatárias. A meta de atingir 30% de mulheres em cargos de alta liderança até 2025 foi superada, alcançando uma média de 42%, o que motivou a expansão da meta para 50% de liderança feminina até 2030, agora sob uma perspectiva interseccional que engloba raça, deficiência e orientação sexual. 

O Movimento Raça é Prioridade, que estimula as empresas a assumirem metas ambiciosas para aumentar o número de cargos de liderança ocupados por pessoas negras, indígenas, quilombolas ou pertencentes a outro grupo étnico minoritário, também encerrou sua primeira fase reportando uma média de 23,6% de pessoas negras e indígenas na alta liderança, passando a exigir diversidade na cadeia de fornecedores e incorporando as diretrizes do novo ODS 18 para Igualdade Étnico-Racial.

Complementando os avanços sociais, o Movimento Mente em Foco, o Movimento Mente em Foco, voltado à promoção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis, passou a acompanhar a atualização da NR-1, que reforça a gestão dos fatores de riscos psicossociais no ambiente de trabalho e a importância de medidas proativas por parte das organizações. Por sua vez, o Movimento Educa 2030, que mobiliza o setor privado para enfrentar desafios estruturais da educação no país, registrou a maior taxa de resposta do ciclo, com 96% das participantes monitorando ativamente suas metas de inclusão produtiva e educação.

Apesar do avanço nas políticas internas, o relatório mapeou gargalos estruturais relevantes para o empresariado nacional, sendo o engajamento da cadeia de valor apontado por 26% das organizações como o maior desafio atual, seguido pelas limitações orçamentárias de 23% delas. Esse obstáculo se reflete no Movimento Salário Digno – que busca engajar empresas na adoção do conceito de Salário Digno em suas políticas de remuneração para seus próprios trabalhadores, contratados ou terceirizados – e no Movimento Transparência 100% - convida as empresas a assumirem compromissos públicos com metas anticorrupção e tem por ambição desenvolver instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis. 

Embora 23% das empresas já garantam salário digno para funcionários próprios, o atingimento da meta para terceirizados ainda não é mapeado, expondo uma lacuna crítica de mensuração e controle sobre fornecedores que precisa ser estruturada.  Da mesma forma, no combate à corrupção, apenas 3% das empresas conseguiram treinar integralmente sua cadeia de valor em integridade.

Para Mônica Gregori, Diretora de Impacto e Comunicação do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, os resultados são estratégicos e mostram que o país tem o potencial de encabeçar mudanças estruturais de longo prazo. “Além dos compromissos públicos assumidos e das metas definidas, o momento atual exige implementação prática e demonstração de resultados. As medidas para acelerar e ampliar impactos positivos em escala têm avançado de maneira assertiva dentro das corporações brasileiras, mas o processo de aprimoramento deve ser contínuo”, ressalta. 

Sobre o Pacto Global da ONU 

Como uma iniciativa especial do Secretário-Geral da ONU, o Pacto Global das Nações Unidas é uma convocação para que as empresas de todo o mundo alinhem suas operações e estratégias a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU por meio de práticas corporativas responsáveis. Tem mais de 20 mil participantes distribuídos em 70 redes que cobrem 100 países, sendo a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. Há ainda 5 Hubs em diferentes regiões do mundo. Para mais informações, siga @globalcompact nas mídias sociais e visite nosso website em www.unglobalcompact.org

O Pacto Global da ONU– Rede Brasil foi criado em 2003 e, hoje, é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 2.000 mil participantes. Os mais de 60 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água, Oceano, Resíduos, Agricultura, Florestas, Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Para mais informações, siga @pactoglobalonubr nas mídias sociais e visite nosso website em www.pactoglobal.org.br

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