Emccamp debate experiência do cliente e visão estratégica de funding na 2ª edição do INC Minas
Empresa reforça protagonismo ao discutir inovação, relacionamento e financiamento no mercado imobiliário
Emccamp na 2ª edição do INC MINAS1/Divulgação
A 2ª edição do INC Minas (Encontro de Incorporadores de Minas Gerais) consolidou Belo Horizonte como um dos principais polos de debate sobre o futuro da incorporação imobiliária no estado. Realizado no dia 4 de dezembro, no Minascentro, o evento reuniu mais de 300 participantes, entre incorporadoras, construtoras, investidores, instituições financeiras e especialistas do setor.
Promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o encontro destacou o protagonismo de Minas Gerais no cenário nacional e contou com a presença de algumas das principais empresas que atuam no mercado, responsáveis por projetos relevantes e pelo avanço da profissionalização, inovação e sustentabilidade da incorporação no estado.
Nesse contexto, a Emccamp teve participação de destaque na programação. A empresa mineira com quase 50 anos de atuação e hoje entre as maiores construtoras de Minas Gerais, esteve presente em dois dos principais painéis do INC Minas, contribuindo com discussões alinhadas às transformações que vêm sendo incorporadas à sua operação nos últimos anos.
Como no caso da área de experiência do cliente, que vem recebendo investimentos da companhia com avanços no uso de tecnologia, automação, dados e personalização, sempre aliados ao relacionamento humano. Durante o evento, especialistas da construtora discutiram como a inovação, a qualificação do atendimento e uma visão estratégica de funding são determinantes para a sustentabilidade e o crescimento do setor, em um mercado imobiliário cada vez mais tecnológico, orientado por dados e atento às mudanças no perfil do consumidor.
Tecnologia vira obrigação, mas conexão humana continua decisiva
Ao discutir a transformação da jornada imobiliária no painel “A Revolução da Experiência Imobiliária”, Renata Dias, diretora de Marketing, Comunicação e Relacionamento com o Cliente da Emccamp, sintetizou uma mudança que atravessa todo o setor: o comprador de imóveis evoluiu e suas referências de qualidade também. “Os consumidores atuais comparam a experiência imobiliária não apenas com concorrentes diretos, mas com marcas de outros segmentos que oferecem agilidade, personalização e tecnologia”, afirmou.
Renata destacou como a digitalização deixou de ser uma inovação e se tornou o mínimo necessário. Bots de atendimento, IA generativa, simulações instantâneas e conteúdos personalizados formam, hoje, o ponto de partida da jornada, não mais seu diferencial. No entanto, ela faz um alerta importante. “O maior desafio não é a burocracia, mas a falta de continuidade entre tecnologia e relacionamento humano. A IA deve complementar, não substituir, o vínculo humano.”
Ao transferir tarefas mecânicas para sistemas inteligentes, de acordo com Renata, os corretores ganham o ativo mais valioso da jornada. O tempo é importante para entender a dor do cliente e criar uma consultoria individualizada. “Quando substituímos tarefas operacionais por tecnologia, damos ao corretor mais tempo para focar no que realmente importa: entender a dor do cliente e oferecer soluções personalizadas”, complementa.
Previsibilidade, estabilidade e futuro do setor de baixa renda
Funding é o termo usado para definir de onde vem o dinheiro que financia projetos imobiliários e permite que as famílias comprem imóveis. No Brasil, esse recurso pode vir do FGTS, de bancos, de fundos imobiliários ou de investidores e sua estabilidade é essencial para sustentar programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV)e o crescimento do setor.
No painel dedicado ao financiamento habitacional, intitulado “Funding como Estratégia para o Crescimento no Setor de Construção de Baixa Renda”, André Avelar, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Emccamp, aprofundou a discussão sobre o papel do funding na expansão do setor, especialmente após as mudanças do MCMV.
Segundo ele, a combinação entre novos limites de financiamento, ampliação de faixas de renda e criação da Faixa 4 amplia o acesso das famílias e oferece um cenário mais seguro para as empresas. “O funding do FGTS para o programa MCMV, aprovado para os próximos três anos e com meta de bater recorde de contratações, é fundamental para a confiança do setor, compondo parte essencial do tripé que sustenta o negócio”, afirmou.
André lembrou que a Emccamp está estrategicamente posicionada, 80% do landbank da companhia está dentro do MCMV, o que permite aproveitar com força a nova onda de demanda.
O painel também abordou gargalos e desafios do financiamento habitacional, como limites operacionais e capacidade anual da Caixa, impacto de juros e inflação na decisão de compra, necessidade de manter subsídios compatíveis com o poder aquisitivo das famílias e a importância do crédito habitacional como motor de desenvolvimento urbano e social.
Para André, o recado é claro. “Estratégias financeiras bem estruturadas e um ambiente de funding estável são essenciais para ampliar o acesso à moradia e impulsionar o mercado de baixa renda no país”, finaliza.
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