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Inteligência Artificial transforma o papel das agências e amplia demanda por estratégia no marketing

*Por Rylson Silva, diretor comercial e CMO da Proxy Media

Nos últimos dois anos, a Inteligência Artificial deixou de ser uma tecnologia experimental para se tornar parte da rotina das empresas. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens, vídeos, análises e automatizar tarefas passaram a ocupar espaço em diferentes áreas do mercado, especialmente no setor de marketing e comunicação.

 

Com esse avanço, uma pergunta se tornou frequente entre profissionais e empresas: a Inteligência Artificial vai substituir as agências de publicidade? Na minha visão, a resposta é não. O que está em curso é uma transformação do papel das agências, que passam a atuar cada vez mais como estruturas estratégicas capazes de conectar tecnologia, criatividade, dados e mídia para gerar resultados.

 

Na prática, a IA vem sendo incorporada ao cotidiano das equipes, reduzindo o tempo dedicado a atividades operacionais e ampliando a capacidade de análise, planejamento e tomada de decisão. Quanto mais as tarefas repetitivas são automatizadas, maior tende a ser o espaço para competências que continuam essencialmente humanas, como pensamento estratégico, criatividade, visão de negócio e construção de relacionamento.

 

IA na área comercial

No comercial, a Inteligência Artificial vem sendo utilizada para estruturar apresentações, organizar argumentos de venda, analisar relatórios e apoiar pesquisas de mercado. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Gamma aceleram a elaboração de propostas, enquanto plataformas como Lusha, Snov.io e Ramper tornam os processos de prospecção e geração de oportunidades mais organizados e escaláveis.

Ao automatizar essas etapas, as equipes conseguem dedicar mais tempo ao entendimento das necessidades dos clientes, à construção de relacionamentos e ao desenvolvimento de estratégias comerciais mais consistentes.

 

IA na criação e no marketing

 

Na criação, a IA amplia as possibilidades de experimentação e acelera o desenvolvimento de campanhas. ChatGPT, Gemini e Claude apoiam a produção de textos, ideias e planejamentos, enquanto ferramentas como HeyGen e PixVerse permitem criar vídeos e transformar imagens em conteúdos para redes sociais. Ao mesmo tempo, plataformas tradicionais, como o Canva, ainda são importantes na produção de peças visuais.

 

Esse modelo híbrido mostra que a Inteligência Artificial não substitui a criatividade. Ela reduz o tempo de execução, permite testar diferentes abordagens e permite que as equipes dediquem mais tempo ao desenvolvimento de conceitos e estratégias capazes de gerar valor para as marcas.

 

O Claude é um bom exemplo desse alcance. Por ser uma IA generativa extremamente multidisciplinar, transita entre tecnologia, marketing e negócio, atuando inclusive na parte técnica, de código, e impulsiona diversas áreas da empresa ao mesmo tempo, reduzindo gargalos. É um novo patamar de possibilidades que atingimos.

 

IA na tecnologia e na operação

 

Na área de tecnologia, ferramentas como GitHub Copilot, Perplexity AI e Gemini auxiliam no desenvolvimento de soluções, na pesquisa técnica e no apoio à programação, reduzindo o tempo gasto na resolução de desafios recorrentes. As áreas de apoio, como o financeiro, também já utilizam Inteligência Artificial para consultas, organização de informações, elaboração de documentos e apoio à análise de dados.

 

Esse movimento evidencia que a adoção da IA nas agências não acontece pela substituição de profissionais, mas pela integração gradual de novas tecnologias aos processos de trabalho. O resultado são operações mais eficientes, equipes mais

produtivas e maior capacidade de dedicar tempo ao que realmente gera vantagem competitiva: estratégia, criatividade e inovação.

 

A publicidade sempre evoluiu junto com a tecnologia: primeiro com a televisão, depois com a internet e com o marketing digital. A Inteligência Artificial é mais um capítulo dessa transformação. A IA generativa deixou de ser experimental/backgroud e passou a ser o produto final e pessoal de todos. As agências que aprenderem a usar essas ferramentas para transformar informação em inteligência estratégica estarão mais preparadas para atender às novas demandas do mercado.

 

*Rylson Silva é diretor comercial e CMO da Proxy Media, empresa especializada em geração de tráfego qualificado para ações estratégicas de marketing – e-mail: proxymedia@nbpress.com.br

 

Sobre a Proxy Media

Fundada em 2011 por profissionais com forte expertise em marketing digital, a Proxy Media é especializada em geração de tráfego qualificado para ações estratégicas de marketing. Com foco em resultados mensuráveis em awareness,  performance e omnichannel, a empresa desenvolve soluções inteligentes para ampliar a audiência, impulsionar negócios e superar as expectativas de seus clientes por meio de estratégias digitais orientadas por dados. Para saber mais, acesse: https://proxymedia.com.br/.  

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