Cirurgia plástica: casos recentes reacendem alerta sobre riscos e importância de avaliação médica
Mortes durante ou após procedimentos estéticos mostram que, apesar dos avanços da medicina, cirurgias plásticas não estão livres de complicações. Especialistas recomendam investigação sobre o profissional, estrutura hospitalar e condições de saúde do paciente
Imagem: Divulgação
O aumento da procura por procedimentos estéticos também amplia a necessidade de atenção aos riscos envolvidos em cirurgias plásticas. Casos recentes de mortes de mulheres durante ou após procedimentos reacenderam o debate sobre segurança, indicação cirúrgica e a importância de realizar esse tipo de intervenção em ambientes adequadamente preparados.
Em Goiás, uma empresária morreu horas após passar por cirurgias plásticas. Já na Bahia, o Ministério Público instaurou inquérito para apurar a morte de uma empresária durante uma cirurgia plástica, em 1º de setembro, em um caso no qual já existiam queixas anteriores contra o médico envolvido.
Embora mortes sejam eventos incomuns, os episódios chamam atenção para uma questão fundamental: cirurgia plástica é cirurgia e, portanto, envolve riscos anestésicos, cardiovasculares, infecciosos, hemorrágicos, tromboembólicos, entre outras possíveis complicações.
“Existe uma percepção equivocada de que uma cirurgia estética é um procedimento simples apenas porque o objetivo é melhorar a aparência. Do ponto de vista do organismo, entretanto, continua sendo uma intervenção cirúrgica, que exige avaliação, planejamento, equipe capacitada e acompanhamento adequado”, afirma a coordenadora do curso de Estética do Centro Universitário Unimetrocamp Wyden, Alice Lisboa.
Os riscos variam de acordo com o procedimento, as condições clínicas do paciente, o tipo de anestesia e a combinação de cirurgias realizadas. Entre as complicações possíveis estão sangramentos, infecções, alterações de cicatrização, reações à anestesia, problemas cardiovasculares e formação de coágulos, que podem levar a quadros graves.
Um dos eventos que merece atenção é o tromboembolismo venoso (TEV). Após determinadas cirurgias, especialmente quando há imobilização prolongada, pode ocorrer a formação de coágulos nas veias profundas. Em situações mais graves, um coágulo pode chegar aos pulmões e provocar uma embolia pulmonar.
A segurança também está relacionada à seleção do paciente. Obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares, alterações de coagulação, uso de determinados medicamentos e outras condições podem modificar o risco cirúrgico e precisam ser avaliadas previamente.
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostram a dimensão da procura por procedimentos estéticos no mundo. Apenas em 2024 foram registrados mais de 17 milhões de procedimentos cirúrgicos estéticos realizados por cirurgiões plásticos em todo o mundo, além de milhões de procedimentos não cirúrgicos. O volume reforça a importância de discutir não apenas resultados, mas também critérios de segurança.
Segundo Alice Lisboa, a decisão de realizar uma cirurgia estética não deve começar pelo preço ou pela imagem de um resultado nas redes sociais. “O paciente precisa enxergar a cirurgia como uma decisão de saúde, e não somente estética. Antes de pensar no resultado desejado, é necessário entender se o procedimento é indicado, quais são os riscos, como será feita a preparação e como será o acompanhamento no pós-operatório”.
“Verifique a formação e o registro do cirurgião, pesquise o local onde a cirurgia será realizada, busque mais de uma opinião profissional e converse com outros pacientes que já realizaram procedimentos com este médico e neste local. Faça a avaliação pré-operatória completa, não esconda informações de saúde, desconfie de preços muito abaixo do mercado e respeite rigorosamente o pós-operatório”, indica a coordenadora do curso de Estética do Centro Universitário Unimetrocamp Wyden.
Sinais de alerta
Após uma cirurgia plástica, dor intensa ou que piora progressivamente, falta de ar, dor no peito, desmaio, sangramento importante, febre persistente, inchaço súbito ou alteração significativa na coloração da pele são situações que exigem avaliação médica imediata.
“O acompanhamento não termina quando o paciente sai da sala de cirurgia. O pós-operatório é uma etapa essencial para identificar precocemente qualquer alteração. Diante de sintomas fora do esperado, a orientação é procurar imediatamente a equipe médica ou um serviço de emergência”, finaliza Alice.
Sobre o Centro Universitário UniMetrocamp Wyden
Com 5.990 alunos, o Centro Universitário UniMetrocamp Wyden é referência em ensino de qualidade desde 2002, oferecendo educação de excelência a partir de um corpo docente especializado e 14 mil m² de infraestrutura de padrão internacional - com laboratórios de última geração, clínicas de saúde, bibliotecas com acervo atualizado, salas de aula modernas e um auditório com capacidade para cerca de 250 pessoas. A instituição possui cursos de graduação e pós-graduação em diferentes áreas, principalmente Psicologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Nutrição, Pedagogia, Enfermagem, Fisioterapia, Direito, Odontologia e Medicina Veterinária. Além dos serviços prestados de forma gratuita à comunidade, com as clínicas de Psicologia, Fisioterapia e Estética e o Núcleo de Práticas Jurídicas, o Centro Universitário também conta com o Espaço Carreiras para fortalecer a ponte entre os estudantes e o mercado de trabalho. Com 20 anos de experiência em Campinas/SP, a instituição investe constantemente para formar cidadãos e profissionais capazes de suprir as demandas do mercado de trabalho, bem como atingir seus objetivos educacionais e de carreira. Saiba mais em: unimetrocamp.com.br
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