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Colégio de São Paulo recebe palestra de Aranha sobre racismo no esporte

Ex-goleiro conversou com estudantes sobre discriminação no  futebol, o papel de quem presencia situações de racismo e os avanços no enfrentamento ao preconceito

 

Créditos: Divulgação/Colégio Marista Arquidiocesano


Como parte de uma proposta contínua de educação antirracista, o Colégio Marista Arquidiocesano promoveu, nos últimos dias 15 e 16 de setembro, uma nova edição do Fórum de Juventudes, que neste ano contou com a participação do ex-goleiro Aranha. Doze anos depois de denunciar um dos episódios de racismo de maior repercussão do futebol brasileiro, com o tema “Racismo no Esporte: o jogo só muda quando todos entram em campo”, o evento reuniu estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio para discutir como o racismo se manifesta dentro e fora do esporte e, principalmente, como agir diante de situações discriminatórias.

O Fórum integra as formações já desenvolvidas na proposta curricular do colégio e busca fortalecer reflexões e práticas de enfrentamento ao racismo. Nesta edição, o esporte foi o ponto de partida para discutir como a discriminação se manifesta dentro e fora dos campos e qual é o papel de quem presencia essas situações.

O encontro ocorreu em um momento em que o combate a ofensas no futebol voltou ao centro do debate. Na Copa do Mundo de 2026, entrou em campo o chamado “Protocolo Vini Jr.” ou “Lei Vini Jr.”, regra que prevê expulsão de jogadores que cubram a boca ao se dirigir a um adversário de maneira provocativa, depreciativa ou inflamatória. A medida chegou a ser aplicada durante o Mundial.

Para Aranha, o futebol avançou no enfrentamento ao racismo ao longo dos últimos anos, mas a discussão ainda precisa avançar. “Acredito que nós tivemos muitos avanços, mas o principal é que, até hoje, o debate continua. E não tem como resolver um problema sem falar sobre ele”, afirma.

A trajetória de Aranha foi o ponto de partida para mostrar que o enfrentamento ao racismo não cabe apenas a quem sofre a agressão. Para Douglas Paixão, coordenador de pastoral do Colégio Marista Arquidiocesano, o esporte ajuda a aproximar o debate da realidade dos adolescentes.

“O esporte faz parte do cotidiano e do repertório dos jovens. Por isso, aproxima o debate da realidade dos estudantes e contribui para que eles identifiquem situações de racismo e preconceito também fora da escola, fortalecendo uma atuação mais consciente e antirracista no dia a dia”, afirma.

Do gramado para a sala de aula

Aranha atuou profissionalmente entre 2000 e 2018 por clubes como Ponte Preta, Atlético Mineiro, Santos, Palmeiras e Avaí. Em 2014, sua atuação no enfrentamento ao racismo ganhou repercussão nacional após denunciar as ofensas racistas que sofreu durante uma partida entre Santos e Grêmio, pela Copa do Brasil. Após deixar os gramados, passou a atuar em palestras e projetos educativos sobre relações étnico-raciais, diversidade e inclusão.

Para Douglas, aproximar essa trajetória dos adolescentes ajuda a mostrar que o debate não deve surgir apenas quando um novo caso ganha repercussão.

“A educação antirracista no Colégio Marista Arquidiocesano é desenvolvida por meio de ações e projetos, mas, sobretudo, de forma integrada ao currículo. Esse trabalho busca ajudar o estudante a reconhecer situações de discriminação e, principalmente, a desenvolver uma postura ativa de mudança diante delas”, completa.


Saiba mais:
O Marista Arquidiocesano faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 21 estados brasileiros e Distrito Federal, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: https://arquidiocesano.colegiosmaristas.com.br.

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