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Com a virada do frio, frequência da Smart Fit em São Paulo volta a subir 10,25% nos últimos dias

Levantamento cruza dados de acesso com o histórico climático da cidade e mostra os primeiros sinais de retomada na frequência das unidades, à medida que as temperaturas voltam a subir em São Paulo

Divulgação

São Paulo, setembro de 2026 — Um cruzamento entre dados internos de acesso das unidades Smart Fit na capital paulista e o histórico meteorológico da cidade mostra que a frequência nas unidades vem subindo nos últimos dias, acompanhando o aquecimento gradual das temperaturas na cidade. Entre a semana mais fria e a mais quente do recorte mais recente, o aumento chegou a 10,25%, um movimento de retomada que sucede o período mais frio do ano, quando a frequência média chegou a ficar 14,45% abaixo da média registrada no verão e no outono.

O momento remete ao chamado “veranico de inverno”, período de dias mais quentes intercalados que costuma anteceder a virada de estação em São Paulo — e que, este ano, precedeu a chegada oficial da primavera, já em curso, com o efeito ainda refletido na curva de acessos das unidades.

Os primeiros sinais da retomada

O dado mais recente do levantamento mostra que a curva de frequência mudou de direção: nos últimos dias, à medida que as temperaturas em São Paulo voltaram a subir, o movimento nas unidades também reagiu, em uma sequência de altas semanais consecutivas. Entre o ponto mais frio e o mais quente do recorte mais recente, o crescimento chegou a 10,25%.

Se o padrão histórico observado em anos anteriores se repetir, a expectativa é de que essa curva de recuperação continue a se intensificar ao longo da primavera, que já está oficialmente em curso, o que reforça a leitura de que o movimento atual é o início de uma tendência, não um pico isolado.

O que motivou a queda no auge do frio

A retomada acontece depois de um período de recuo consistente. O levantamento identificou um padrão de acúmulo: o pico de frequência do ano, registrado ainda no início da temporada de matrículas, já vinha em trajetória de queda natural antes mesmo do frio se instalar. As semanas mais geladas de junho apenas aceleraram essa curva.

Entre o pico de frequência do ano e o ponto mais baixo do inverno, o recuo passou de 30 pontos percentuais. Nas semanas mais frias do período, a média de frequência ficou 14,45% abaixo da registrada no verão e no outono.

Um fenômeno do setor inteiro, não só da Smart Fit

Segundo a ACAD Brasil (Associação Brasileira de Academias), o movimento das academias no país costuma variar até 30% para cima no verão e até 20% para baixo no inverno, uma oscilação sazonal estrutural do setor, independente de marca. Nesse contexto, a variação identificada na Smart Fit fica dentro da amplitude típica registrada pela associação para o mercado nacional, e até um pouco abaixo dela, o que sugere um comportamento mais estável da rede diante da sazonalidade que historicamente afeta o segmento fitness brasileiro.

Por que o calor devolve o ritmo ao treino, segundo a ciência

A relação entre temperatura e disposição para treinar tem respaldo fisiológico. De acordo com o American College of Sports Medicine (ACSM), cada 1°C a menos na temperatura muscular pode reduzir a força e o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) entre 4% e 6%, o que significa que dias mais quentes tendem a devolver ao corpo justamente a condição física que o frio tirava. O mesmo vale para o efeito comportamental: mais luz solar ao longo do dia ajuda a reequilibrar o ritmo circadiano, o que está associado a maior disposição para sair de casa e retomar a rotina de treino — combinação que ajuda a explicar por que a curva de acessos reage tão rápido às primeiras semanas de aquecimento em São Paulo.

O que esperar daqui para frente

Com a chegada da primavera, a leitura dos dados aponta para a continuidade do movimento de recuperação já identificado nos últimos dias. O padrão observado em anos anteriores mostra que a virada de temporada costuma ser acompanhada de aumento consistente na frequência das unidades, e os primeiros dados de agosto de 2026 já caminham nessa direção. Se a série histórica se repetir e o efeito fisiológico descrito pelo ACSM se confirmar no comportamento dos alunos, os próximos meses devem consolidar o retorno da frequência aos patamares registrados nos períodos mais quentes do ano.

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