Governo de São Paulo entregou uma nova Sala DDM 24h a cada sete dias para proteger mulheres
Desde 2023, serviço expandiu 280% e garante acolhimento especializado em delegacias espalhadas pelo Estado
O Governo de São Paulo ampliou a rede de proteção das mulheres com uma nova Sala DDM 24h por semana ao longo da atual gestão. Instalados em delegacias comuns, são espaços reservados para garantir a privacidade das vítimas. O atendimento é realizado de forma virtual por delegadas e profissionais mulheres especializadas na escuta e na condução dos casos e o serviço funciona de maneira ininterrupta, garantindo atendimento durante a noite, aos fins de semana e feriados.
O número de unidades passou de 62, em 2023, para 235 salas em todo o Estado, um crescimento de 280%. As novas unidades ampliam o acesso das vítimas de violência ao atendimento especializado, com estruturas preparadas para acolher e orientar as mulheres.
“A expansão das Salas DDM 24h consolida uma política pública permanente de enfrentamento à violência contra a mulher e fortalece a atuação integrada da Polícia Civil. Mais do que ampliar o atendimento, estamos estruturando uma rede cada vez mais preparada para identificar as necessidades de cada vítima, orientar sobre os caminhos disponíveis e assegurar que os casos recebam o encaminhamento adequado”, disse a delegada e coordenadora da DDM Online, Jamila Ferrari.
As medidas têm dado resultado. Até julho deste ano, foram realizadas no Estado 12.741 prisões em flagrante por violência doméstica, aumento de 26,8% em relação ao mesmo período de 2025. Além das Salas DDM 24h, as mulheres podem contar com o atendimento das 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). A ampliação do atendimento também avança nas próprias DDMs. 34 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) passaram a ficar abertas 24 horas durante a atual gestão, ante 11 que funcionavam de forma ininterrupta em 2022. Outras 110 DDMs funcionam de segunda a sexta-feira.
A expansão segue um planejamento da Polícia Civil que considera critérios como o volume de registros de violência contra a mulher, a densidade demográfica e as necessidades identificadas em cada região. Para a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, a ampliação dos serviços com atendimento 24 horas facilita o acesso à rede de proteção.
“Ampliar o atendimento especializado significa garantir que as mulheres tenham onde procurar ajuda a qualquer hora do dia, inclusive mais perto de onde vivem. Nosso trabalho é reduzir as barreiras para o pedido de ajuda e oferecer diferentes caminhos para que cada mulher se sinta segura para denunciar agressores”, destaca a secretária.
O atendimento às vítimas não se restringe às DDMs ou as delegacias com Salas DDM. Todas as unidades territoriais da Polícia Civil estão aptas a registrar e atender ocorrências de violência contra a mulher, enquanto todo policial militar em serviço operacional deve atender casos de violência doméstica e familiar com prioridade.
As denúncias e os pedidos de socorro também podem ser feitos de forma virtual, a qualquer hora do dia. Pela Delegacia Digital, a vítima encontra orientações para registrar a ocorrência de violência doméstica, pode anexar fotos ou vídeos e solicitar medida protetiva de urgência. O pedido é encaminhado para análise do Poder Judiciário e, após o registro, policiais civis entram em contato para dar andamento ao caso. O serviço pode ser acessado pelo site: https://delegaciadigital.policia-civil.sp.gov.br/pagina-inicial
Em situações de emergência, o atendimento imediato deve ser solicitado pelo telefone 190, da Polícia Militar. Após o primeiro chamado, as vítimas podem passar a ser acompanhadas pela Cabine Lilás, equipe especializada que orienta a mulher e realiza o encaminhamento para a rede pública de proteção. A Cabine Lilás está presente em todas as regiões do Estado e, até agosto, foram realizados 36,6 mil atendimentos, entre chamados pelo 190, orientações sobre medidas protetivas e intervenções policiais.
Outra ferramenta de apoio é o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne serviços voltados à proteção das mulheres. Até agosto de 2026, a plataforma contabilizava 85,2 mil usuárias ativas, 3,2 mil boletins de ocorrência registrados e 21,4 mil acionamentos do botão de pânico.
Quando o botão de emergência é acionado, o sistema gera automaticamente uma ocorrência no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e permite o despacho de uma viatura com base na geolocalização do aparelho. O aplicativo também possibilita o cadastro de um contato de emergência da rede de apoio da usuária. Após o controle da situação pela PM, a Cabine Lilás pode acionar esse contato.
A rede de proteção inclui ainda o monitoramento de agressores por tornozeleiras eletrônicas, cinco Salas Lilás em unidades do Instituto Médico Legal (IML) e outras ações de prevenção, acolhimento e proteção, como a Patrulha SP Mulher Segura, um serviço especializado da Polícia Militar que atua com rondas preventivas e viaturas dedicadas especificamente para a proteção da mulher.
SP por Todas
As ações de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher integram o movimento SP por Todas, lançado em março de 2024. Coordenada pela Secretaria de Políticas para a Mulher, a iniciativa reúne políticas públicas desenvolvidas em parceria com diferentes áreas do Governo do Estado para ampliar a proteção e garantir às mulheres acesso à segurança, saúde, autonomia financeira e acolhimento social.
No comments