Governo de SP conclui reassentamento na Favela do Moinho com a mudança de último morador
Ação levou moradias dignas às famílias e requalificação ao centro da capital
O Governo de São Paulo concluiu nesta terça-feira (15) um importante marco para a requalificação da área da Favela do Moinho, no centro da capital, com a mudança do último morador. Ao todo, 851 famílias foram atendidas com moradia digna pelo processo de reassentamento liderado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
Com a conclusão das mudanças, a área de 61,3 mil m² terá uma nova destinação pública, com a implantação do Parque do Moinho. O projeto prevê a transformação do terreno em um espaço aberto à população, ampliando a oferta de áreas verdes e de lazer na região central. A nova configuração também estará integrada às intervenções previstas para a mobilidade e o transporte público.
Para o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, a conclusão do processo representa uma transformação que vai além do território. “Era a última grande favela do centro da cidade de São Paulo, onde as pessoas viviam em condição de extrema precariedade. A gente teve a oportunidade de levar essas famílias, cada uma delas, para uma unidade habitacional adequada e fazer com que retomassem suas vidas de uma forma digna e estruturada”, afirma.
Para a construção do parque, foi realizada a licitação para o cercamento da área. O processo está em fase final para assinatura de contrato. “A partir de agora, nós vamos ter uma nova utilização para aquela área: um parque que vai ser utilizado por toda a população de São Paulo, livre, aberto, com estação moderna de transporte público. Ou seja, devolver aquela área, que era pública, para a população”, conclui o secretário.
Atendimento individualizado
O processo de reassentamento começou em abril de 2025. Um dos principais diferenciais foi a opção por ouvir cada família antes de definir a solução habitacional.
A CDHU apresentou diferentes possibilidades para que os moradores pudessem escolher onde e como gostariam de seguir suas vidas. “Mais do que mostrar para elas uma solução única para suas vidas, nós optamos por que cada uma dissesse para a CDHU e para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação qual era o seu desejo”, explica Marcelo Branco.
Ao longo do processo, foram apresentadas mais de 1,5 mil opções de casas e apartamentos, sendo mil delas na região central, para atender todas aquelas que desejassem continuar morando perto do Moinho. “Algumas famílias foram para a Zona Leste, outras ficaram no centro da cidade. Tivemos até as que optaram por ir para o interior e outras que foram para o litoral”, relata o secretário.
Das 851 famílias, 645 já contam com suas moradias definitivas. As demais recebem auxílio-moradia de R$ 1,2 mil até que o imóvel fique pronto ou encontrem uma residência que possa ser adquirida por meio de carta de crédito.
As mudanças começaram em 22 de abril de 2025 e avançaram rapidamente. Para viabilizar o atendimento habitacional, a CDHU mapeou imóveis prontos ou em construção disponíveis no mercado. Outra alternativa oferecida foi a livre escolha de imóveis em qualquer município do estado, desde que dentro dos parâmetros do programa, com valor de até R$ 250 mil.
No decorrer da operação, foram realizadas 957 mudanças, considerando famílias, comércios e serviços existentes na área. Desde o início das desocupações realizadas pela CDHU, foram concedidas também 72 indenizações, pagas pela Prefeitura, a comerciantes.
Escritório
Foram dezenas de reuniões em grupo para organizar o cadastramento das famílias. Em seguida, para garantir um ambiente adequado e reservado para esse atendimento, a CDHU instalou um escritório no centro.
O espaço concentrou mais de 3 mil atendimentos antes das remoções e totalizou 10 mil atendimentos somente no primeiro ano da operação, com uma média de 12 atendimentos por família.
Os imóveis são gratuitos, de acordo com a parceria firmada entre o Governo de São Paulo e o Ministério das Cidades.
Para famílias que optaram por unidades ainda em construção, foram concedidos caução inicial de R$ 2,4 mil e auxílio-moradia mensal de R$ 1,2 mil até a entrega das chaves.
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