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Medidas de valorização policial de SP fortalecem efetivo, carreira e contribuem para queda de índices criminais

Ações incluem reajuste salarial médio de 35,2%, a maior formação de profissionais da história na Polícia Civil, 10,6 mil PMs promovidos e a criação da Polícia Penal

O Governo de São Paulo adotou um conjunto de medidas voltadas à valorização das carreiras policiais, com ações que envolvem remuneração, progressão profissional, recomposição do efetivo e melhoria das condições de trabalho. Entre as principais medidas tomadas desde 2023 estão o reajuste salarial médio acumulado de 35,2% para as carreiras policiais, 16.735 profissionais formados e investimentos de R$ 1,5 bilhão em armamento, frota, equipamentos e modernização das estruturas das polícias. O pacote inclui ainda a criação da Polícia Penal e novos planos de carreira para policiais militares e civis.
Na remuneração, os reajustes concedidos às Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica somam, em média, 35,2%: 20,2% concedidos em julho de 2023, 5% em junho de 2025 e 10% em abril de 2026. O acumulado supera a inflação de 14% registrada pelo INPC. O reajuste sancionado no último mês de abril alcançou cerca de 198 mil servidores ativos e inativos.
Planos de carreira e jornadas extraordinárias
Na Polícia Militar, o novo plano de carreira aprovado em 2026 busca tornar a progressão profissional mais previsível. Uma das medidas é a extinção da graduação de soldado de 2ª classe para os novos ingressantes: após a formação, o policial passa a ser promovido automaticamente a soldado de 1ª classe. O novo modelo também viabilizou a promoção, ainda em 2026, de 10.608 soldados de 2ª classe para 1ª classe, com aumento médio de R$ 480 no salário bruto. A reestruturação da carreira militar também prevê um cronograma escalonado para a promoção de soldados com mais de cinco anos ao posto de cabo, com início em dezembro de 2026 e conclusão até dezembro de 2028.
Na Polícia Civil, o novo plano de carreira também modernizou as promoções, considerando tempo de serviço, avaliação de desempenho, qualificação profissional e histórico disciplinar: a partir de 2027, a previsão é de progressão da 3ª para a 2ª classe após seis anos de atuação; da 2ª para a 1ª classe após 12 anos; e para a classe especial após 18 anos, desde que atendidos os requisitos previstos. O modelo anterior poderia levar mais de 30 anos para que um policial chegasse à classe especial.
Outra frente de remuneração está nas jornadas extraordinárias. Na capital, em convênio com a Prefeitura, a atividade delegada teve os valores reajustados em 2023, com aumento de 20% na remuneração e possibilidade de adicional de 30% para policiais que atuam em áreas consideradas estratégicas, além de adicional de 20% para o período noturno. A atividade permite que policiais militares trabalhem voluntariamente em seus períodos de folga, em jornadas de oito horas. Também houve mudança na remuneração por jornadas extraordinárias para a Polícia Técnico-Científica: peritos criminais e médicos-legistas passaram a ser incluídos na Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Civil (Dejec), também por oito horas de trabalho fora da jornada normal, em dias de folga, com limite de até dez diárias extras por mês.
Recomposição do efetivo
A recomposição do número de profissionais é outra frente central das ações de valorização dos policiais promovidas pelo Governo de SP. Desde 2023, 16.735 policiais foram formados para as forças de segurança do Estado. A recomposição contínua com 3.164 policiais em formação e 4.441 vagas em concursos em andamento. 
O Estado também autorizou 6.397 vagas para novas contratações, incluindo 6 mil soldados da Polícia Militar, 84 atendentes de necrotério, 105 auxiliares de necropsia, 51 desenhistas técnicos-periciais e 157 fotógrafos periciais. A Polícia Civil teve a maior formação de profissionais de sua história. Mais de 5 mil já foram contratados, enquanto outros 1,2 mil estão em formação. Desse total, 773 policiais foram designados para a Grande São Paulo, sendo 125 delegados.
A estratégia combina formação, novos concursos e aproveitamento temporário de profissionais que já passaram pela carreira. Para a Polícia Militar, foram disponibilizadas 2.340 vagas para contratação de policiais da reserva, sendo 2.220 para praças e 120 para oficiais, com contratos de até 48 meses.
O esforço de recomposição também alcança a Polícia Técnico-Científica, que já teve 238 peritos criminais formados desde 2023. A chegada de novos profissionais foi acompanhada por investimentos em estruturas da perícia, como laboratórios e unidades do Instituto Médico-Legal.
Criação da Polícia Penal
Outro marco da valorização das carreiras de segurança pública foi a criação da Polícia Penal de São Paulo. A instituição foi criada em setembro de 2024 como órgão permanente de segurança pública, no mesmo nível institucional das Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, e entrou em vigor em janeiro de 2025. A legislação unificou as carreiras de agente de segurança penitenciária e agente de escolta e vigilância penitenciária.
A mudança alcançou cerca de 24 mil servidores e alterou a estrutura remuneratória da categoria. A média dos reajustes foi de 23% para os antigos agentes de segurança penitenciária e de 33% para os antigos agentes de escolta e vigilância. A nova carreira também passou a exigir nível superior para o ingresso e estabeleceu qualificação e especialização como elementos considerados para a progressão profissional.
A recomposição dos quadros da Polícia Penal também está em andamento, com concurso para a contratação de 1.100 novos policiais penais. 
Equipamentos e condições de trabalho
O Governo de São Paulo também investiu na ampliação dos equipamentos utilizados diariamente pelos policiais. Desde 2023, foram entregues 23.253 armas, com investimento de R$ 129,7 milhões; 63.195 coletes, no valor de R$ 111,5 milhões; e 3.958 viaturas, com investimento de R$ 866,7 milhões. Em 2023, também foi entregue um helicóptero Águia, num investimento de R$ 52,9 milhões.
As melhorias incluem ainda a modernização dos locais de trabalho. Ao todo, 196 prédios policiais foram reformados ou construídos, com recursos de R$ 401,85 milhões. Considerando armamento, frota, equipamentos e modernização das sedes, o pacote de investimentos soma R$ 1,5 bilhão.
Além da estrutura física e dos equipamentos de uso operacional, o Estado mantém mecanismos de remuneração vinculados ao desempenho. Desde 2023, foram destinados R$ 1,7 bilhão em bônus por produtividade, outra frente de reconhecimento financeiro aos profissionais das forças de segurança.
Investimentos geraram queda dos principais indicadores
A valorização dos profissionais e os investimentos na estrutura policial contribuíram para ampliar a capacidade de investigação e reduzir os principais indicadores criminais no estado. Nos primeiros sete meses de 2026, São Paulo registrou os menores índices para o período em diversos indicadores desde o início da série histórica, há 26 anos. Na comparação com o mesmo período de 2025, os homicídios dolosos caíram 9,4%; os latrocínios, 44%; os roubos em geral, 17%; os roubos de veículos, 34,5%; e os roubos de carga, 31%.
No período, 129,2 mil pessoas foram presas ou apreendidas em todo o Estado, sendo 47,1 mil por cumprimento de mandados expedidos no âmbito de investigações, reforçando a capacidade investigativa da Polícia Civil. As apreensões de drogas somaram 109,47 toneladas.

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