Novo pacote de obras para despoluir o Rio Tietê vai alcançar 1,75 milhão de pessoas sem tratamento de esgoto com investimento de R$ 25 bi em SP
Região Metropolitana de SP terá 112 novas Estações Elevatórias de Esgoto e 460 quilômetros de tubulações; Programa do Governo de São Paulo Integra Tietê apresenta resultados em melhora na qualidade da água
O programa do Governo de São Paulo Integra Tietê recebe um novo pacote de obras que vai levar tratamento de esgoto para 1,75 milhão de pessoas e contribuir para a redução da poluição lançada no rio. O investimento total desde o lançamento do programa alcança o valor histórico de R$ 25 bilhões. Nesta nova fase de trabalhos realizados pela Sabesp, serão 112 Estações Elevatórias de Esgoto (EEE), marcando uma etapa desafiadora necessária para levar bombeamento do esgoto onde a gravidade não é suficiente para que ele chegue pelas tubulações. As EEE vencem obstáculos como morros e vales, fazendo com que o material coletado chegue às grandes estações de tratamento em vez de ser lançado em córregos e rios. Também serão implantados 460 quilômetros de novas tubulações, o que em linha reta seria equivalente a distância entre a capital paulista e o centro do Rio de Janeiro.
Com essa nova etapa, as obras chegam a Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Franco da Rocha, Francisco Morato, Itapevi, Jandira, Osasco e Santana de Parnaíba, além de trechos de bairros das regiões norte e oeste da cidade de São Paulo. As obras têm conclusão prevista até 2028 e fazem parte do compromisso para antecipar a universalização dos serviços de saneamento básico no Estado para 2029, quatro anos antes do Marco Legal do Saneamento, previsto para 2033.
“A desestatização da Sabesp ampliou os investimentos em saneamento básico de uma maneira nunca vista no Estado. Estamos avançando na universalização do esgoto até 2029, levando mais dignidade para as pessoas e refletindo em melhorias no meio ambiente”, afirma a Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende.
Grande São Paulo
Entre os destaques da nova fase de obras está Cajamar, que recebe um dos maiores volumes de investimentos do programa. O município terá a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Polvilho, que terá a capacidade aumentada de 100 para 200 litros por segundo, além da implantação de novas estruturas para ampliar a cobertura dos serviços. Em Francisco Morato, os trabalhos são voltados à complementação das redes coletoras em áreas ainda não atendidas pelo sistema de esgotamento sanitário.
Infraestrutura por município da nova fase do programa:
Caieiras: 13,8 km de tubulações e 12 Estações Elevatórias de Esgoto.
Cajamar: 78,3 km de tubulações, 35 Estações Elevatórias de Esgoto e 1 Estação de Tratamento de Esgoto.
Carapicuíba: 34,3 km de tubulações e 5 Estações Elevatórias de Esgoto.
Cotia: 107,5 km de tubulações e 15 Estações Elevatórias de Esgoto.
Francisco Morato: 6,8 km de tubulações e 9 Estações Elevatórias de Esgoto.
Franco da Rocha: 8 km de tubulações e 5 Estações Elevatórias de Esgoto.
Itapevi: 66,8 km de tubulações e 9 Estações Elevatórias de Esgoto.
Jandira: 31,5 km de tubulações e 8 Estações Elevatórias de Esgoto.
Osasco: 76,8 km de tubulações e 6 Estações Elevatórias de Esgoto.
Santana de Parnaíba: 25,8 km de tubulações e 7 Estações Elevatórias de Esgoto.
Integra Tietê
Lançado em 2023 pelo Governo de São Paulo, o IntegraTietê reúne iniciativas de curto, médio e longo prazo envolvendo saneamento, desassoreamento, fiscalização ambiental, monitoramento da qualidade da água, recuperação ambiental e qualificação das margens do rio.
Desde o início da primeira fase de obras, o programa já beneficiou mais de 4,5 milhões de pessoas. A primeira fase foi distribuída em 42 pacotes, que alcançaram 43% de execução e incluem a implantação de novas tubulações, estações de bombeamento e a ampliação de seis Estações de Tratamento de Esgoto.
Os resultados das ações já se refletem na melhora da qualidade do Rio Tietê. A quantidade de poluição transportada caiu 29,4% em dois anos. Estudo realizado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostra que o volume na Região Metropolitana passou de 218 toneladas/dia em 2024 para 154 toneladas/dia em 2026. São 64 toneladas de dejetos a menos todos os dias, o equivalente à capacidade total de mais de 25 piscinas olímpicas.
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