Últimas

Parceria do Governo de SP com aviação voluntária já viabilizou 129 voos e percorreu 52 mil km para transporte de órgãos

Programa TransplantAR conecta aeronaves particulares a hospitais, centrais de transplantes e SUS para agilizar logística de transplante e salvar vidas

O Programa TransplantAR, parceria do Governo de São Paulo com o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), já realizou 129 voos para apoiar a logística de captação e transporte de órgãos destinados a transplantes. A iniciativa criada em 2024 conecta proprietários e operadores de aeronaves particulares ao sistema de transplantes, oferecendo transporte aéreo gratuito para órgãos, tecidos e equipes médicas.
Em quase dois anos, foram captados e transportados 77 corações, sendo 15 pediátricos para pacientes entre 3 meses e 14 anos, além de 28 fígados, dois pâncreas e 17 pulmões. Foram 59 missões em helicópteros, 70 em aviões turboélice ou jatos.  
A operação é especialmente relevante para órgãos com menor tempo de viabilidade fora do corpo, como coração e pulmão - o chamado "tempo de isquemia". No caso dos corações transportados, a iniciativa chegou a registrar 2 horas e 21 minutos - o Ministério da Saúde indica que o tempo máximo de isquemia normalmente aceito para transplante de coração é de quatro horas. 
O TransplantAR opera de forma integrada ao sistema de saúde, em cooperação com hospitais, centrais de transplantes e o SUS, com disponibilidade para atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana. A estrutura também trabalha de forma complementar com a Força Aérea Brasileira (FAB) e com aeronaves da Polícia Militar de São Paulo, por meio do Águia, e da Polícia Civil, com o Pelicano. 
Uma rede de aviação a serviço dos transplantes
O TransplantAR funciona a partir do acionamento da Central de Transplantes, que gerencia o sistema de doação e a fila única de pacientes que aguardam por um transplante de órgãos e tecidos no estado. Quando um possível doador é identificado, a equipe verifica entre os voluntários qual aeronave é mais adequada para a missão, considerando localização, alcance, desempenho e disponibilidade. O proprietário ou operador é então consultado e, mediante autorização, o voo é doado.
A partir daí, a equipe do programa coordena a logística da missão, incluindo o deslocamento dos profissionais de saúde, equipamentos e apoio nos terminais. A operação conta ainda com atendimento prioritário em aeroportos parceiros, isenção de tarifas e apoio nos trâmites de  deslocamento das aeronaves.
Após a captação, o órgão é transportado até o hospital onde será realizado o procedimento no receptor. A utilização de aeronaves de diferentes perfis permite atender tanto deslocamentos dentro do Estado quanto missões de maior distância.
O balanço aponta atuação em 20 cidades paulistas, em trajetos que variaram de 13 quilômetros, na capital, a 556 quilômetros, em Presidente Prudente. Também foram realizadas missões para 20 cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, em oito estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Bahia e Tocantins) com distâncias entre 632 e 2.083 quilômetros. Com isso, o programa contabiliza 52 mil quilômetros voados.

Nenhum comentário