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Polícia Civil de SP atua em operação contra golpe do falso advogado

Ação cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em seis municípios paulistas

O Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) atua, nesta quarta-feira (23), em uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra o golpe do falso advogado. A ação cumpre mandados de busca, apreensão e de prisão em seis municípios de São Paulo.

A operação cumpre 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, sendo quatro temporárias e uma preventiva, expedidos pela Justiça. As diligências são realizadas na Capital e nos municípios de Guarulhos, Mauá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Martinópolis. Até o momento, três pessoas foram presas.

A equipe do Garra, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil, atua em conjunto com a 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, responsável pela investigação.

Golpe do falso advogado

A investigação apura a atuação de criminosos que usam indevidamente a identidade e a condição profissional de advogados para abordar vítimas e se passar por representantes legais ou integrantes de escritórios de advocacia. Para conferir aparência de legitimidade à fraude, os investigados recorrem a informações relacionadas a processos judiciais.

Os suspeitos procuram convencer as vítimas de que possuem valores a receber, processos em andamento ou supostas pendências judiciais, induzindo-as ao pagamento de taxas, custas ou outras quantias para a liberação de valores inexistentes.

As buscas têm como objetivo localizar documentos, aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos, dados e outros elementos de interesse para a investigação, além de cumprir as medidas de prisão determinadas pela Justiça.

“A localização e apreensão desses materiais são importantes para o avanço da investigação, pois podem contribuir para identificar outros envolvidos, esclarecer a dinâmica dos crimes e reunir novos elementos que auxiliem na responsabilização dos investigados”, afirma o delegado Tom Blumer, do Garra.

A operação reúne as Polícias Civis de São Paulo e do Rio Grande do Sul no combate a crimes praticados com o uso de recursos tecnológicos e informações obtidas em processos judiciais.

“A integração entre as Polícias Civis permite o compartilhamento de informações e o cruzamento de dados, o que contribui para ampliar a investigação e identificar possíveis conexões entre os envolvidos”, completou o policial.

Os presos e materiais apreendidos serão apresentados na 1ª Delegacia de Capturas do Rio Grande do Sul.

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