Quem são as patinetes amarelas que estão ganhando as ruas de São Paulo?
Whoosh já soma 10 mil patinetes em operação no Brasil e prevê dobrar a frota até o fim de 2026

Quem circula por São Paulo já deve ter percebido: as patinetes elétricas amarelas estão cada vez mais presentes nas ruas da cidade. A marca por trás deles é a Whoosh, empresa de micromobilidade melhor avaliada no Brasil, que chegou ao país em 2023 e hoje opera em seis capitais.
A empresa começou sua operação nacional em Florianópolis, com 1,3 mil patinetes. Três anos depois, a frota chegou a 10 mil unidades e a previsão é alcançar 20 mil até o fim de 2026. Em São Paulo, são atualmente 3.000 patinetes em operação, que já realizaram mais de 2 milhões de corridas desde o início da operação na cidade.
O crescimento acompanha uma mudança no perfil de uso das patinetes. Se inicialmente elas eram muitas vezes associadas a passeios e momentos de lazer, hoje a Whoosh faz parte da rotina de mobilidade dos usuários nas cidades em que atua, sendo cada vez mais utilizada para deslocamentos cotidianos. Em São Paulo, esse comportamento fica evidente no padrão de uso, com maior volume de corridas nos dias úteis e picos no início e no fim do expediente, acompanhando os horários de ida e volta do trabalho. Em média, 40% das corridas da Whoosh são realizadas por usuários assinantes, reforçando o caráter recorrente do serviço.
Na prática, as patinetes entram principalmente em trajetos curtos, como o deslocamento entre casa e transporte público, estações e destinos próximos. A corrida média na cidade tem 2,5 quilômetros.
“Percebemos que a população tem incorporado cada vez mais a micromobilidade à rotina. Um comportamento que inicialmente estava muito ligado ao lazer vem migrando para o uso diário, especialmente nos deslocamentos de última milha”, explica Cadu Souza, diretor de Operações da Whoosh.
Os horários de maior movimento também ajudam a mostrar essa mudança. Na capital, os períodos de maior utilização são entre 7h e 9h e 17h e 19h. Entre as regiões com maior concentração de viagens estão Pinheiros, Vila Olímpia e Itaim.
A operação da empresa é adaptada à dinâmica de cada cidade. Para definir onde as patinetes ficam disponíveis, a Whoosh analisa pontos de interesse, áreas comerciais e residenciais e o fluxo de pessoas. A escolha dos locais também passa por uma etapa técnica, que avalia as características e o espaço disponível em cada ponto, seguida de validação junto às autoridades locais. A empresa também utiliza dados de circulação para estabelecer limites de velocidade em determinadas regiões, em alinhamento com as autoridades locais.
A expansão da operação brasileira já recebeu R$ 340 milhões em investimentos, distribuídos entre Florianópolis (R$ 65 milhões), Porto Alegre (R$ 60 milhões), Rio de Janeiro (R$ 110 milhões), São Paulo (R$ 90 milhões) e Recife (R$ 15 milhões).
Além de ampliar a frota nas cidades onde já está presente, a Whoosh avalia novas oportunidades de expansão. A escolha dos mercados considera cidades onde a micromobilidade possa contribuir para os deslocamentos cotidianos da população.
Desde a chegada ao Brasil, a empresa já contabiliza mais de 10 milhões de corridas e 1.8 milhão de usuários.
Segurança e organização
Com o aumento da frota, a operação conta com equipes dedicadas e tecnologia voltada ao ordenamento urbano. A Whoosh utiliza o sistema de pontos virtuais de estacionamento (geofencing), que delimita áreas específicas via GPS onde as viagens podem ser iniciadas e encerradas. Dessa forma, o usuário é direcionado a locais determinados para estacionar a patinete ao fim da corrida, evitando o abandono irregular dos veículos em áreas de circulação.
A empresa também mantém equipes 24 horas por dia, 7 dias por semana, responsáveis pela fiscalização da operação nas ruas, manutenção, segurança, rebalanceamento da frota e recarga dos veículos.
“A expansão da micromobilidade precisa acompanhar uma operação estruturada, que considere as características de cada cidade e a segurança de quem utiliza o serviço e de quem circula pelas ruas. Por isso, trabalhamos em parceria com as autoridades locais para adaptar a operação à realidade de cada município”, afirma Cadu.
Sobre a Whoosh
A Whoosh é uma empresa internacional de tecnologia que desenvolve e implementa de forma independente soluções de transporte de micromobilidade, por meio do uso de patinetes. A empresa que gerencia o serviço, também lançou uma escola de condução para garantir a segurança dos usuários. As patinetes da marca são equipadas com o seu próprio módulo Whoosh IoT (Internet of Things), que permite controlar totalmente o estado e as condições do veículo, incluindo bloqueio de velocidade e monitoramento de rotas. Os dados recebidos dos equipamentos permitem a criação de relatórios analíticos sobre micromobilidade, que podem ser de informação muito útil para as autoridades urbanas responsáveis pelo planeamento e desenvolvimento de políticas ambientais das cidades onde a Whoosh opera. Mais informações no https://whoosh.bike/br
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