São Paulo se destaca no Ensino Fundamental com mais alunos concluindo a etapa na idade certa
Anuário Brasileiro da Educação Básica aponta SP no topo entre os estados brasileiros no atendimento a adolescentes de 11 a 14 anos de idade
São Paulo apresenta o menor índice de distorção idade-série do Brasil nos anos finais do Ensino Fundamental e o maior nível de acesso a essa etapa escolar pelos adolescentes de 11 a 14 anos de idade, segundo aponta o Anuário Brasileiro da Educação Básica, divulgado na terça-feira (22) pelo Todos pela Educação. A taxa de distorção idade-série é de 5,9% no estado contra 14,4% na média brasileira e o acesso ao Ensino Médio na faixa etária atinge 98,8%, ante 97,8% no país.
O levantamento considera todas as redes paulistas e é baseado em dados do Censo Escolar, do Inep/MEC, e do Pnad Contínua, do IBGE. O estado de São Paulo também lidera entre os estados brasileiros na taxa de adolescentes que já concluíram o Ensino Fundamental até os 16 anos de idade, com 95,9%. A média nacional é de 88,6%.
Os resultados mostram uma evolução na última década. Em 2015, 10,3% dos estudantes paulistas dos anos finais estavam em situação de distorção idade-série. Em 2025, o índice caiu para 5,9%. No mesmo período, o percentual de adolescentes de 11 a 14 anos matriculados nos anos finais passou de 93,6% para 98,8%, enquanto a proporção de jovens que haviam concluído o Ensino Fundamental até os 16 anos avançou de 91,7% para 95,9%.
Na comparação com o Brasil, a diferença também é expressiva. A taxa paulista de distorção idade-série é 8,5 pontos percentuais menor que a média nacional. Já a proporção de adolescentes de 11 a 14 anos matriculados nos anos finais é 1 ponto percentual superior à do país. Na conclusão até os 16 anos, São Paulo está 7,3 pontos percentuais acima da média brasileira.
“Estamos focados no atendimento e na recuperação de aprendizagens dos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental. Desde 2023, ampliamos o número de aulas de língua portuguesa e matemática e implantamos ações para que nenhum aluno fique para trás. Além dos índices educacionais, como o Saresp e o Saeb, que apontam crescimento nas notas, criamos disciplinas mais atrativas, como educação financeira e robótica, que despertam nos estudantes mais interesse por estar na escola e também por isso nossa frequência escolar teve uma melhora significativa”, comenta o secretário da Educação, Renato Feder.
Outros avanços
O avanço na trajetória escolar se estende também ao Ensino Médio. Em 2025, 84,4% dos jovens paulistas de 19 anos haviam concluído a etapa, contra 74,3% na média brasileira, uma diferença de 10,1 pontos percentuais. O percentual paulista era de 69,4% em 2015, o que representa um crescimento de 15 pontos percentuais em dez anos.
O Anuário também apresenta outros indicadores da educação paulista, como a alfabetização, a aprendizagem e a oferta de educação em tempo integral. Nos anos finais do Ensino Fundamental, 25,1% dos estudantes paulistas estavam matriculados nas escolas de tempo integral. Somente nas escolas da rede estadual, esse número sobe para 30%. A proporção de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano alcançou 61%, e mereceu o reconhecimento do MEC, com ouro no Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização.
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