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Startup brasileira que conecta energia solar a consumidores é selecionada pela maior aceleradora do mundo

Construída na Solana, Exa Energia aproxima geradores de energia renovável de consumidores em um mercado estimado em US$ 200 bilhões e entra para programa global que prevê financiamento de US$ 400 mil

São Paulo, setembro de 2026 — A brasileira Exa Energia foi selecionada pela Alliance, aceleradora e comunidade global de fundadores de empresas de cripto e fintech. Aliás, a Alliance é considerada a melhor aceleradora de startups de blockchain do planeta. Assim, as startups admitidas no programa recebem financiamento de US$ 400 mil, além de suporte para desenvolvimento do negócio e acesso a uma rede internacional de investidores.

A Exa desenvolve na Solana uma plataforma para conectar geradores de energia distribuída a consumidores em um mercado brasileiro estimado em US$ 200 bilhões. A empresa busca resolver uma ineficiência do setor: enquanto há geradores com dificuldade para encontrar demanda para a energia produzida, empresas e consumidores ainda enfrentam custos elevados.

https://x.com/solana/status/2102998024821842087

A proposta é agregar a oferta de geração solar e simplificar a conexão entre quem produz e quem consome energia, usando tecnologia para modernizar uma operação que ainda depende de processos fragmentados e pouco eficientes.

“Estamos falando de um mercado de US$ 200 bilhões que ainda opera com processos que podem ser muito mais eficientes. O Brasil tem enorme capacidade de geração de energia renovável, mas existe uma distância entre quem produz e quem precisa consumir essa energia. Criamos a Exa para reduzir essa distância com tecnologia. Ser selecionado pela Alliance mostra que um problema que começamos a resolver no Brasil tem relevância e potencial de escala global”, afirmam os fundadores da Exa Energia.

Energia sem instalação de painéis

O consumidor não precisa instalar placas solares nem realizar obras no imóvel. A Exa administra a alocação dos créditos de energia por meio do modelo de geração compartilhada previsto no marco legal brasileiro da micro e minigeração distribuída.

Para os geradores, a plataforma amplia o acesso a consumidores. Para quem consome, a proposta é facilitar o acesso à energia renovável e reduzir custos. A receita da Exa vem das taxas pagas pelos geradores pelos serviços de conexão e gestão. A empresa não atua como comercializadora de energia nem como intermediária financeira.

A infraestrutura tecnológica foi desenvolvida na Solana com foco em eficiência e escala, permitindo a entrada de novos geradores e consumidores na plataforma.

De US$ 400 mil a novas rodadas de investimento

Além do financiamento inicial, a Alliance apoia startups na busca por product-market fit e na preparação para futuras rodadas de captação. Segundo dados divulgados pela organização, a startup mediana que passa pelo programa levanta US$ 3,5 milhões e atinge valor de mercado de US$ 25 milhões após sua conclusão.

Entre os investidores que costumam participar das rodadas de empresas da comunidade estão fundos de venture capital como Paradigm, Multicoin e Dragonfly.

Para a Exa, a seleção representa um passo na estratégia de desenvolver no Brasil um modelo com potencial de expansão internacional.

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