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Inteligência Artificial e machine learning são aliados no combate a crimes de lavagem de dinheiro

 Pesquisa da ACAMS, KPMG e SAS mostra aumento de adoção das tecnologias por parte das instituições financeiras

São Paulo, outubro de 2021 - A pandemia acelerou a transformação digital de muitas empresas, mas também serviu de palco para o aumento do número de crimes financeiros em todas as esferas. Nesse contexto, inteligência artificial e machine learning surgiram como tecnologias-chave para os profissionais de compliance que procuram agilizar seus processos para combater crimes financeiros e lavagem de dinheiro. 

A Associação de Especialistas Certificados contra a Lavagem de Dinheiro (ACAMS), em parceria com a KPMG e com o SAS, líder global em analytics, entrevistou mais de 850 profissionais responsáveis por combater lavagem de dinheiro nas empresas para entender os desafios da adoção de Inteligência Artificial e machine learning na luta contra esse tipo de crime e detectar até que ponto o COVID-19 impactou a governança das empresas.

O resultado do estudo mostra que o investimento na aplicação de Inteligência Artificial e Machine Learning por parte das instituições financeiras foi impulsionado durante o período, com um terço delas aderindo a essas tecnologias, principalmente para melhorar a qualidade das investigações e resposta às autoridades regulatórias (40%) e também para reduzir falsos positivos e custos operacionais (38%). Na pesquisa, 60% dos respondentes já adotaram ou planejam adotar IA nos próximos 12 a 18 meses.

As principais conclusões incluem:

  • 57% dos entrevistados já implantaram Inteligência Artificial/Machine Learning em seus processos de aderência contra lavagem de dinheiro, possuem projetos-piloto de Inteligência Artificial ou planejam implementá-las nos próximos 12-18 meses.
  • 49% dos entrevistados se identificaram como os principais usuários de IA, líderes de IA ou inovadores, ou "seguidores rápidos". Outros 29% adotam a tecnologia assim que ela atinge um grande número de pessoas e as indústrias, enquanto apenas 22% dos entrevistados se declararam usuários tardios;
  • 66% dos que responderam consideram os reguladores dos processos de lavagem de dinheiro como apoiadores das tecnologias AI/ML.

Não são apenas as maiores instituições financeiras que lideram a carga sobre a adoção de tecnologia: 28% das grandes instituições financeiras, aquelas com ativos superiores a US$ 1 bilhão, consideram-se inovadoras e adotaram rapidamente inteligência artificial. Entretanto, de forma encorajadora, 16% das instituições financeiras menores (aquelas avaliadas abaixo de US$ 1 bilhão) também se consideram como líderes do setor na adoção da tecnologia IA. 

"A mudança radical no comportamento do consumidor provocada pela pandemia forçou muitas instituições financeiras a verem que as estratégias de monitoramento estáticas e baseadas em regras simplesmente não são tão precisas ou adaptativas quanto os sistemas de decisão comportamental", disse David Stewart, Diretor de Crimes Financeiros e Compliance da SAS. "As tecnologias Inteligência Artificial e Machine Learning são dinâmicas por natureza, capazes de se adaptar inteligentemente às mudanças do mercado e aos riscos emergentes - e podem ser integradas aos programas de conformidade existentes rapidamente, com o mínimo de interrupção. Os primeiros adotantes estão ganhando eficiências significativas enquanto ajudam suas instituições a cumprir com as crescentes expectativas regulatórias".

Em relação a como a COVID-19 pode afetar a linha do tempo de adoção de Inteligência Artificial e Machine Learning das organizações, 39% responderam que é provável que seguirão sem alterar sua linha do tempo; 33% disseram que provavelmente adotariam mais cedo devido aos desafios adicionais trazidos pela pandemia, e 28% disseram que provavelmente adotarão mais tarde do que planejado devido à COVID-19.

 

Sobre o SAS

O SAS é líder global em analytics e a maior empresa de software de capital fechado do mundo. Fundada em 1976, suas soluções são usadas em mais de 80 mil empresas em todo o planeta, incluindo 93 das top 100 companhias listadas na Fortune Global 500. No Brasil, o SAS está presente desde 1996 com escritórios em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF), atuando em setores como finanças, telecomunicações, varejo, energia, governo, educação, entre outros. A empresa também é mundialmente reconhecida por suas boas práticas de Recursos Humanos, inclusive no Brasil, onde foi incluída seis vezes consecutivas entre os três melhores empregadores do país pelo ranking Top Employers Institute. Confira o site: www.sas.com/br

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