Ainda com tarifa de 50% nas exportações para os EUA até final de fevereiro/2026, Taurus registra margem bruta de 28,20% no 1T26
Companhia registra receita de R$ 354,9 milhões no trimestre, crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025 e avança na estratégia internacional e reforça perspectivas após o fim das sobretarifas nos Estados Unidos
A Taurus encerrou o trimestre com lucro bruto de R$ 100,1 milhões e margem bruta de 28,2%, mantendo níveis de rentabilidade superiores aos de importantes concorrentes internacionais do setor.
Com o encerramento das sobretarifas de 50% no EUA sobre os produtos importados, a Taurus inicia um novo ciclo operacional em condições significativamente mais favoráveis, e abriu caminho para a restituição integral dos valores pagos no período, estimados em aproximadamente US$ 18 milhões, que já iniciou com a devolução de aproximadamente US$ 6 milhões de dólares diretamente depositados no caixa da Companhia.
Esses recursos representam um fator importante para a Companhia, com potencial de reforço relevante de caixa, melhora do Ebitda, lucro líquido, redução do endividamento e fortalecimento dos indicadores de alavancagem financeira nos próximos períodos.
A Taurus continua mantendo seus objetivos no fortalecimento da competitividade global, expansão internacional, crescimento no segmento militar e de defesa, inovação e desenvolvimento de produtos, eficiência operacional.
No mercado americano, a Companhia ampliou as vendas em relação ao trimestre anterior e manteve elevada competitividade no principal mercado global de armas leves, com destaque aos produtos estratégicos, como a pistola TX9 e a linha TX22, além da manutenção de carteira de pedidos próxima a US$ 100 milhões.
Pela primeira vez desde 2022, o NICS do primeiro trimestre apresentou crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e em abril a comparação voltou a apresentar um crescimento quando comparado ao período do ano anterior. A tendência é de aumento de compra de armas nos Estados Unidos, o que justifica boas perspectivas, além de manter a liderança do mercado.
A produção da Taurus nos Estados Unidos superou, pela primeira vez, o volume produzido no Brasil, respondendo por aproximadamente 52% da fabricação total da Companhia no período.
No Brasil, as vendas mantiveram trajetória de recuperação, ainda que em ritmo moderado, refletindo um ambiente regulatório mais estável e maior previsibilidade operacional. Adicionalmente, a Taurus foi vencedora do Processo Internacional de Licitação Eletrônica da Polícia Militar do Distrito Federal, para fornecer mais de 1.800 submetralhadoras, calibre 9mm, no valor aproximado de R$ 12 milhões.
Nos demais mercados internacionais, excluindo os Estados Unidos, as vendas totalizaram 13 mil armas no 1T26 e foi recebido o Notice to Proceed referente à licitação de 10.402 fuzis, vencida anteriormente, com entregas previstas ao longo de 2026.
Outro destaque estratégico do trimestre foi a formalização de proposta não vinculante para potencial aquisição da empresa turca Mertsav, especializada em sistemas de armas de médio calibre, movimento alinhado à estratégia de expansão global no segmento militar.
A Companhia reafirma sua estratégia de crescimento sustentável baseada em tecnologia, flexibilidade industrial, disciplina financeira e diversificação internacional.
Fim da tarifa de 50% nos EUA reforça perspectivas operacionais
A Taurus destacou como principal fato estratégico do trimestre a decisão da Suprema Corte norte-americana que considerou ilegal a política tarifária anteriormente vigente sobre importações no setor.
A medida encerrou a cobrança adicional de 50% aplicada às exportações da Companhia para os Estados Unidos e abriu caminho para a restituição integral dos valores pagos no período, estimados em aproximadamente US$ 18 milhões.
No dia 13 de maio de 2026, a Taurus recebeu a primeira parcela da restituição, no valor aproximado de US$ 2,4 milhões. Parte dos US$ 18 milhões de tarifa que pagamos indevidamente por conta do julgamento Suprema Corte dos Estados Unidos já foi paga, sendo que o restante será pago no segundo trimestre.
Segundo a Companhia, os recursos deverão contribuir para reforço de caixa, redução do endividamento, melhora do Ebitda e fortalecimento dos indicadores financeiros ao longo dos próximos trimestres.
“Pela primeira vez desde 2022, o primeiro trimestre teve um indicativo de crescimento de 1.6%. A tendência é de aumento de compra de armas nos Estados Unidos, o que justifica boas perspectivas, além de manter a liderança do mercado”, esclarece Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus.
Operações nos EUA e internacionais demonstram resiliência
A Taurus ampliou as vendas nos Estados Unidos em relação ao trimestre anterior e manteve elevada competitividade no principal mercado global de armas leves.
A Companhia destacou o desempenho comercial de produtos estratégicos, como a pistola TX9 e a linha TX22, além da manutenção de carteira de pedidos próxima a US$ 100 milhões.
Pela primeira vez, a produção da Taurus nos Estados Unidos superou o volume produzido no Brasil, respondendo por aproximadamente 52% da fabricação total da Companhia no período.
A Taurus também avançou na ampliação de sua presença internacional e no fortalecimento do segmento de defesa. Na Índia, a joint venture JD Taurus conquistou novos contratos institucionais envolvendo mais de 14 mil armas destinadas a forças de segurança nacionais e estaduais.
A Companhia também recebeu o Notice to Proceed referente a uma licitação internacional anteriormente vencida para fornecimento de mais de 10 mil fuzis, com entregas previstas ao longo de 2026.
Outro destaque estratégico do trimestre foi a formalização de proposta não vinculante para potencial aquisição da empresa turca Mertsav, especializada em sistemas de armas de médio calibre, movimento alinhado à estratégia de expansão global no segmento militar.
Eficiência operacional e disciplina financeira
Ao longo do trimestre, a Taurus manteve foco em eficiência operacional, controle de custos e gestão da estrutura de capital.
A dívida líquida encerrou o período em R$ 541,1 milhões, com redução de 5,4% em relação ao encerramento de 2025.
“A Taurus possui uma estrutura industrial flexível entre Brasil e Estados Unidos, o que permite uma rápida adaptação de produção, logística e mix de produtos conforme as condições de mercado”, ressalta Salesio.
Destaques do 1T26
- Receita operacional líquida: R$ 354,9 milhões (+1,7%)
- Lucro bruto: R$ 100,1 milhões
- Margem bruta: 28,2%
- Ebitda: -R$ 20,1 milhões
- Resultado líquido: -R$ 36,6 milhões
- Dívida líquida: R$ 541,1 milhões (-5,4% vs. 4T25)
- Carteira de pedidos próxima de US$ 100 milhões
- Restituição estimada de aproximadamente US$ 18 milhões referentes às sobretarifas nos EUA
- Primeira parcela de US$ 2,4 milhões já recebida pela operação norte-americana
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