VX Medical Innovation aposta em serviços, inteligência artificial e aquisições para alcançar faturamento de R$ 70 milhões em 2026
- Crescimento de 30% da companhia em 2025 foi impulsionado pela expansão do ecossistema de radiologia, com avanço em grandes contas, ampliação da base de clientes e evolução de soluções tecnológicas integradas, reforçando a proposta de valor centrada em qualidade assistencial com sustentabilidade
- Entre os objetivos da companhia está elevar a performance do SADT como alavanca de valor para os hospitais, garantindo continuidade assistencial em períodos críticos, como madrugadas e finais de semana, e impactando diretamente indicadores-chave como tempo de resposta, giro de leitos, eficiência operacional e resultado financeiro (ROI)
- Demanda aquecida por exames e necessidade de ganho de escala em hospitais têm impulsionado a busca pela companhia a fim de aumentar produtividade e faturamento e melhorar as condições de trabalho
CEO da VX Medical, André Morganti
A consolidação da telessaúde como prática regular no setor de saúde vem sendo acompanhada por um aumento consistente na demanda por serviços de apoio diagnóstico, tanto na rede pública quanto na privada. Em 2024, o país registrou 2,5 milhões de atendimentos em telessaúde, de acordo com dados do Governo, número que reflete a incorporação desse modelo à rotina assistencial e sua utilização como suporte à operação de hospitais e clínicas.
Esse avanço ocorre simultaneamente a uma mudança demográfica que tende a ampliar a procura por exames de imagem, já que o número de pessoas com 60 anos ou mais no Brasil deve dobrar até 2050, superando os 30% da população brasileira, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, em parceria com o AARP. Atualmente, as pessoas idosas representam cerca de 15,8% da população brasileira, de acordo com o IBGE. Consequentemente, a demanda por exames de imagem aumentará de maneira significativa, uma vez que essa faixa etária realiza de 6 a 8 vezes mais procedimentos.
Paralelamente, o número de médicos radiologistas formados não acompanha esse ritmo, gerando um descompasso entre a necessidade de laudos e a disponibilidade de profissionais, o que impõe desafios à capacidade de atendimento e à manutenção de prazos dentro das instituições.
Esse cenário, aliado à estratégia de negócios adotada, tem impulsionado o ciclo de expansão da VX Medical Innovation, empresa mineira especializada em telerradiologia, que se posiciona como um ecossistema completo em radiologia, com foco na resolução dos principais atritos e desafios ao longo de toda a jornada, da tecnologia à entrega dos laudos. Em 2026, a companhia visa alcançar um faturamento de aproximadamente R$ 70 milhões.
Crescimento acelerado
Ao longo do último ano, o avanço da empresa foi impulsionado pela inovação contínua e pela evolução da experiência de clientes e médicos, com o desenvolvimento de soluções que aumentam a eficiência, a qualidade assistencial e a integração da jornada. A VX já conta com mais de 300 hospitais em sua base e impactou mais de 3,5 milhões de vidas, consolidando um modelo que combina tecnologia, operação e excelência médica de forma sustentável.
Parte dessa expansão ocorreu em contas de maior porte e com aumento de volume dentro da base existente, movimento que levou a companhia a reforçar a estrutura de relacionamento com clientes e a priorizar iniciativas voltadas ao aprofundamento da experiência ao longo da jornada de atendimento.
De acordo com o CEO da VX Medical, André Morganti, o crescimento acelerado da companhia está associado à capacidade e à expertise de solucionar um dos principais desafios do segmento, relacionado ao fluxo assistencial das organizações em horários críticos. “O que observamos na operação das instituições é um desequilíbrio entre a geração de exames e a capacidade de laudar dentro do hospital. Não é uma questão pontual de falta de médico, mas de escala, principalmente quando se considera volume, prazo e cobertura ao longo de 24 horas”, afirma Morganti.
Com isso, entre os principais objetivos da companhia está manter o fluxo assistencial das instituições de saúde mesmo em horários críticos, como madrugada e finais de semana, contribuindo para a eficiência operacional destas organizações. Ao mesmo tempo, a VX Medical busca apoiar os SADTs (Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico) na construção de operações mais sustentáveis, por meio da adoção de melhores práticas de qualidade, gestão e tecnologia, com a viabilização de uma medicina bem feita, com consistência, escala e capacidade de resposta ao longo de toda a jornada assistencial.
Escala operacional e demanda por prazo
No nível operacional, o crescimento da VX Medical se refletiu diretamente pela necessidade recorrente dos hospitais de manter previsibilidade nos prazos de entrega de laudos, especialmente em períodos de maior volume ou em faixas de horário com menor cobertura médica.
Segundo o executivo, a telerradiologia, que é uma das frentes de trabalho da companhia, vem sendo incorporada como extensão da capacidade operacional das instituições de saúde. “O hospital mantém o corpo clínico, mas precisa garantir prazo. Quando o volume aumenta ou quando se entra em períodos críticos, como madrugada e fim de semana, essa capacidade precisa ser complementada para manter o fluxo assistencial”, explica Morganti.
A operação fica a cargo de uma estrutura de operações médicas robusta e de um corpo clínico extenso, formado por centenas de especialistas. A companhia atende atualmente em 25 das 27 unidades federativas, consolidando-a como um dos maiores players da América Latina nesse setor. Esse grupo sustenta a operação contínua da empresa e atua a partir de uma plataforma própria, com acompanhamento de desempenho e revisão sistemática dos laudos.
Com isto, atualmente, a VX conta com uma estrutura capaz de assumir a gestão de grandes operações hospitalares em todo o Brasil. O trabalho é baseado em tecnologia própria, desenvolvida por uma equipe interna, e em rotinas voltadas a garantir conformidade, qualidade e segurança das informações. Nos processos diários, a utilização de inteligência artificial contribui para tornar as operações mais ágeis e organizadas, permitindo que a empresa amplie sua atuação mantendo um alto nível de desempenho.
Serviços hospitalares e uso de IA ganham espaço na operação
A companhia evolui de sua origem em telerradiologia para se posicionar como um player integral em radiologia, estruturado como um ecossistema que conecta tecnologia, corpo clínico especializado e gestão operacional. A telerradiologia permanece como base de expertise e escala, mas o foco estratégico está na entrega de qualidade assistencial com sustentabilidade, atuando de forma integrada em toda a cadeia, do laudo à gestão da operação de imagem, garantindo eficiência, previsibilidade e consistência na jornada do paciente.
A tecnologia desenvolvida internamente também passou a ocupar um papel mais direto na operação e na geração de receita. A plataforma Wind, utilizada como assistente para médicos parceiros da empresa, registrou um crescimento considerável no último ano, com ganho efetivo de qualidade e produtividade de cerca de 40% dos médicos que utilizam a solução.
Além do uso interno, a empresa passou a disponibilizar a plataforma em modelo de assinatura para médicos fora da sua base, ampliando o alcance da ferramenta, com um volume superior a 10 mil interações registradas.
Para Morganti, a incorporação dessas ferramentas altera a maneira como o trabalho médico é estruturado dentro da operação, com impacto direto sobre produtividade e padronização dos processos. “A Wind nasce dentro da operação, então ela resolve problemas reais do dia a dia do médico. O ganho não está só em velocidade, mas em organização do raciocínio e consistência na forma como o laudo é estruturado, além de produtividade, incremento de qualidade e padronização”, afirma.
A expansão do volume e da base de clientes ocorreu com a manutenção de uma estrutura administrativa acompanhada por revisão de processos e uso mais intensivo de tecnologia, com contratações direcionadas a funções específicas ao longo de 2025.
Para sustentar a projeção de crescimento em 2026, a VX estruturou um plano que inclui a ampliação do modelo de serviços hospitalares, a evolução das áreas de relacionamento com clientes, o reforço da gestão de qualidade dos laudos, o desenvolvimento tecnológico da operação e o avanço em estratégias de fusões e aquisições.
Segundo Morganti, com o aumento de escala, a operação passa a demandar maior nível de padronização e controle de processos, especialmente em atividades diretamente ligadas à emissão de laudos e ao atendimento aos clientes. “O crescimento traz complexidade operacional. Sustentar esse volume exige consistência na entrega, controle de processo e capacidade de manter um alto padrão de qualidade à medida que a operação se expande”, comenta.
O executivo reforça ainda os frutos colhidos por meio da efetividade da estratégia desenvolvida e do resultado entregue aos clientes. “Hoje, a gente vê um nível alto de satisfação dos clientes, com relatos frequentes de ganho de eficiência e melhorias na estratégia clínica após a implantação. Isso é muito importante para nós, porque não tem nada mais valioso do que a confiança de quem já trabalha com a gente e a indicação de quem já conhece, na prática, os resultados proporcionados pela VX”, finaliza Morganti.
Sobre a VX Medical
Fundada em 2017, a VX Medical Innovation nasceu da visão de dois médicos radiologistas para preencher uma lacuna no setor da saúde: promover acesso à saúde, unindo tecnologia e expertise para diagnósticos mais ágeis e precisos. Desde os primeiros passos, o objetivo era combinar o poder da tecnologia com a paixão e a experiência dos profissionais da saúde para trazer soluções inovadoras no diagnóstico por imagem. Hoje, com quase 10 anos de experiência, continua sua jornada, sempre buscando excelência, humanização e, acima de tudo, transformar positivamente o setor da saúde no Brasil.
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