Perimenopausa pode começar até dez anos antes da menopausa e sintomas costumam ser confundidos com estresse, alerta especialista
Identificação precoce da condição abre janela de oportunidade em um período da vida em que o organismo responde melhor à reposição hormonal

Imagem de Shurkin Son no Magnific
Insônia, cansaço persistente, dificuldade para emagrecer,
aumento da gordura abdominal, irritabilidade, perda de libido e sensação de
“névoa mental”. Embora muitas mulheres associem esses sintomas ao
envelhecimento, ao estresse ou à rotina intensa, eles podem estar relacionados
a uma fase pouco conhecida da saúde feminina: a perimenopausa.
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Um estudo recente publicado na revista Menopause, realizado com mais de 7.600
mulheres nos Estados Unidos, reforça esse cenário: 34% das participantes não tinham
certeza sobre seu estágio reprodutivo, percentual que chegou a 42% entre as
mulheres de 40 a 44 anos. Segundo o médico Dr. Joaquim Menezes, especialista em
longevidade, performance e saúde hormonal, a perimenopausa pode começar até uma
década antes da menopausa propriamente dita e costuma passar despercebida
justamente porque os sinais surgem de forma gradual e muitas vezes
desconectada. “A maioria das mulheres acredita que as mudanças hormonais
começam apenas quando a menstruação para. Na prática, as oscilações hormonais
podem se iniciar anos antes, mesmo com ciclos menstruais ainda presentes. O
problema é que os sintomas aparecem de forma fragmentada e acabam sendo
atribuídos ao estresse, à idade ou ao excesso de trabalho”, explica. A menopausa é caracterizada pela interrupção definitiva da
menstruação por 12 meses consecutivos. Já a perimenopausa corresponde ao
período de transição, marcado principalmente por oscilações nos níveis de
estrogênio e progesterona, hormônios fundamentais para o funcionamento de
diversos sistemas do organismo. “O estrogênio não atua apenas na fertilidade. Ele participa
da regulação do sono, da cognição, do metabolismo, da saúde cardiovascular, da
integridade óssea, da produção de colágeno e até da modulação de neurotransmissores
ligados ao humor e ao bem-estar. Quando esses níveis começam a oscilar, o
impacto pode ser sentido em todo o organismo”, afirma o especialista. Entre os sintomas mais comuns estão alterações do sono,
dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, irritabilidade,
redução da libido, ganho de peso, especialmente na região abdominal, além das
conhecidas ondas de calor. De acordo com Dr. Joaquim, um dos maiores desafios é que
muitas mulheres passam anos tratando sintomas isolados sem investigar a causa
hormonal subjacente. “Não é raro encontrarmos pacientes que receberam tratamentos
para insônia, ansiedade ou ganho de peso sem que a questão hormonal tenha sido
adequadamente avaliada. Em alguns casos, estamos tratando a consequência sem
abordar o mecanismo que está provocando aquela alteração”, destaca. Janela de oportunidade O especialista explica que existe um conceito amplamente
discutido na medicina chamado "janela de oportunidade", período em
que determinados tecidos do organismo ainda apresentam maior capacidade de
resposta aos hormônios. “Os receptores hormonais presentes em estruturas como ossos,
vasos sanguíneos, pele e sistema nervoso mantêm uma resposta mais favorável nos
primeiros anos após o início da queda hormonal. Por isso, a identificação
precoce dos sintomas e uma avaliação individualizada podem fazer diferença
importante na qualidade de vida e na prevenção de problemas futuros”, afirma. Entre os benefícios associados ao acompanhamento adequado
estão a preservação da massa óssea, a manutenção da saúde cardiovascular, a
proteção da qualidade da pele e do colágeno, além da melhora dos sintomas que
afetam diretamente o bem-estar e a produtividade. Dr. Joaquim ressalta, entretanto, que não existe uma solução
única para todas as mulheres. A decisão sobre estratégias terapêuticas deve ser
individualizada e baseada em histórico clínico, exames laboratoriais, fatores
de risco e objetivos de cada paciente. “Perimenopausa e menopausa não precisam ser vividas no
escuro. Hoje temos muito mais conhecimento científico e recursos diagnósticos
do que há algumas décadas. O primeiro passo é entender que determinadas
mudanças não precisam ser encaradas como algo inevitável ou simplesmente
‘normal da idade’. Quando identificamos a causa, podemos construir um plano de
cuidado muito mais eficiente”, conclui. Sobre o Dr. Joaquim Menezes Médico especialista em Emagrecimento
definitivo, longevidade, performance física e mental. Após transformar sua
própria saúde emagrecendo mais de 30 kgs, transformou a vida de mais de 12000
mil pessoas a recuperarem vitalidade, composição corporal, energia e presença.
Já tratou e acompanhou mais de 2.000 pacientes com emagrecimento definitivo que
utilizaram como estratégia medicamentosa o uso do Mounjaro, a tirzepatida. Atua a partir de uma visão integral —
metabolismo, performance e longevidade trabalhando em sinergia — para
resultados que ultrapassam o físico e devolvem energia, clareza, autoestima e
presença. Sua atuação ao lado de atletas,
executivos e pessoas que buscavam reencontrar vitalidade consolidou uma
filosofia de cuidado profundo, preciso e humano. Sobre o Instituto Evollution O Instituto Evollution é um espaço de referência em longevidade, emagrecimento definitivo, performance física e mental e genética avançada, Seu propósito é oferecer uma jornada de cuidado integral, que vai além do emagrecimento, proporcionando experiências exclusivas e personalizadas para cada paciente. Entre as inovações, o Evollution conta com tecnologias e exames exclusivos em Alphaville como academia do futuro, testes de VO2 máximo e medicina genética de precisão, que garante benefícios exclusivos reforçando seu compromisso em elevar os padrões de saúde, bem-estar e qualidade de vida. |
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