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Conhecer o formato do exame diferencia candidatos na reta final do Enem e dos principais vestibulares do país

Especialistas dão dicas para consolidar o aprendizado com o equilíbrio emocional 

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A poucos dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e já iniciadas as primeiras provas dos principais vestibulares do país, estudantes entram na reta final de estudos. Mais do que decorar fórmulas ou revisar conteúdos, compreender o perfil de cada prova é o que diferencia quem apenas estuda daqueles que realmente alcançam boas pontuações. 

Segundo Daniela Coccaro, diretora pedagógica do Ensino Médio da Escola Lourenço Castanho, cada exame, do Enem aos vestibulares tradicionais, segue uma lógica própria, que define desde o tipo de questão até a forma de avaliar raciocínio e interpretação. “Ignorar essas particularidades pode custar pontos preciosos. Fazer prova é como treinar para uma maratona: exige planejamento, disciplina e conhecimento técnico”

Para Paulo Rota, coordenador-geral e pedagógico do Ensino Médio da Escola Gracinha, em São Paulo, e mestre em Educação e Tecnologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o momento exige estratégias para aproveitar o conhecimento adquirido ao longo do ano. “O mais importante é evitar atropelos, afobação e, ao contrário, ser estratégico. Não adianta tentar ‘aprender tudo’. O foco deve ser em consolidar aprendizados, o que já foi estudado e, no dia da prova, chegar bem física e mentalmente. O equilíbrio emocional é fundamental, e para isso o descanso também é fundamental”.

No caso do Enem, os estudantes devem ter atenção com a ampliação dos chamados “testlets”, modelo em que um mesmo texto ou conjunto de materiais serve de base para uma sequência de questões relacionadas. “Eu não diria que mudar radicalmente a preparação que já vem sendo feita para as edições anteriores, nesse momento, seja adequado, porque a expansão dos ‘testlets’ vai ser uma mudança pontual”, afirma Henrique Braga, professor doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador pedagógico do Ensino Médio da Escola Lourenço Castanho.

Segundo os especialistas, na redação, a recomendação é manter a prática conforme o modelo exigido pelo exame e conhecer os critérios oficiais de avaliação. Por exemplo, no Enem, inclua proposta de intervenção; na Fuvest, exercite argumentação conceitual, cultural ou científica.

Confira 5 dicas para essa reta final:

  • Retome resumos, fichamentos e conteúdos já estudados, sem tentar recuperar todo o atraso de uma só vez.
  • Resolva provas anteriores, use questões e simulados para identificar dificuldades, reconhecer os formatos dos exames e treinar a gestão do tempo.
  • Pratique a leitura atenta, faça pequenas sínteses e relacione informações para compreender o sentido dos textos.
  • Mantenha uma rotina de sono, alimentação saudável e pausas, além de preparar com antecedência os materiais e o deslocamento para a prova.
  • Um dia antes da prova, descanse.

Sobre Daniela Coccaro

Graduada em Química e mestre em Biomonitoração Ambiental e Tecnologia Nuclear

pela USP (Universidade de São Paulo). É professora de Química desde 1996. Foi

coordenadora de série e de Projeto Científico do Ensino Médio da Escola Lourenço

Castanho e hoje atua como diretora pedagógica do Ensino Médio na mesma instituição.

Sobre Henrique Braga

Coordenador pedagógico do Ensino Médio da Escola Lourenço Castanho, professor doutor em Filologia e Língua Portuguesa, pela Universidade de São Paulo (USP), e autor de materiais didáticos.

Sobre Paulo Rota

Mestre em Educação e Tecnologia no Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD), da Pós-Graduação da PUC-SP, é coordenador geral e pedagógico do Ensino Médio da Escola Nossa Senhora das Graças - Gracinha, SP. É também pós-graduado em Administração Escolar e Coordenação Pedagógica pela Universidade Veiga de Almeida, além de bacharel e licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais da PUC -SP. Foi colaborador dos Referenciais Curriculares para a Elaboração dos Itinerários Formativos, do Ministério da Educação. 

Sobre a Escola Gracinha

A Escola Gracinha é mantida pela Associação Pela Família, uma organização sem fins lucrativos, que alia tradição e inovação para formar estudantes críticos, criativos e conscientes. Da Educação Infantil ao Ensino Médio, valoriza o protagonismo, a colaboração e os aprendizados significativos, em uma comunidade acolhedora e comprometida com a construção de um mundo mais justo e sustentável.

 

Sobre a Escola Lourenço Castanho 

Oferece um projeto pedagógico inovador, que extrapola o trabalho com os conteúdos produzidos pelas grandes áreas do conhecimento, investindo também no desenvolvimento da autonomia e da crítica, na análise da dimensão social construída pelos estudantes e na vinculação com o saber. Ao longo dos anos, a Escola mantém o compromisso com seus princípios, consolidando a formação integral como a base de seu projeto pedagógico-educacional.

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