Lavar as mãos no automático deixa polegares e unhas sem limpeza
No Dia Mundial da Lavagem das Mãos, 15 de outubro, fique atento com o passo a passo correto
Molhar as mãos, passar sabonete e enxaguar rápido é um gesto que se repete várias vezes ao dia, quase sempre sem pensar. Feita no automático, a lavagem deixa de fora regiões importantes, como polegares, pontas dos dedos, unhas, espaços entre os dedos e o dorso das mãos. O alerta é da Dra Fabiana Feres, Gerente de Saúde e Bem-Estar da Afip, às vésperas do Dia Mundial da Lavagem das Mãos, celebrado em 15 de outubro.
“Justamente por ser um hábito tão cotidiano, lavamos as mãos de forma automática e repetimos sempre os mesmos movimentos. Molhar as mãos, passar o sabonete e enxaguar rapidamente não é suficiente. É preciso garantir que toda a superfície das mãos seja higienizada”, afirma.
Passo a passo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a lavagem com água e sabonete dure de 40 a 60 segundos. Com as mãos molhadas, aplique sabonete em quantidade suficiente para cobrir toda a superfície. Esfregue as palmas, o dorso, os espaços entre os dedos, os polegares, as pontas dos dedos e as unhas, sem esquecer os punhos. Depois, enxague bem em água corrente e seque completamente com material limpo.
Em banheiros coletivos com torneira de acionamento manual, a orientação é fechá-la com o próprio papel usado na secagem, para que as mãos já limpas não voltem a tocar a superfície. “Uma forma simples de lembrar as regiões que precisam de atenção é pensar na sequência: palmas, dorsos, espaços entre os dedos, polegares, pontas dos dedos e unhas”, orienta Fabiana.
O álcool 70% é uma alternativa prática quando as mãos não estão visivelmente sujas e não há como lavá-las na hora. Para funcionar, precisa ser aplicado em quantidade suficiente para cobrir toda a superfície das mãos. Quando há sujeira, gordura ou resíduos, água e sabonete são necessários, porque removem fisicamente as impurezas. A lavagem também é a indicação diante de alguns microrganismos formadores de esporos, contra os quais o álcool não é suficiente.
“Álcool em gel e água com sabonete se complementam. Ter o álcool por perto facilita a higienização, aumenta as oportunidades de fazê-la ao longo do dia e ajuda a transformar esse cuidado em parte da rotina”, diz.
Crianças
Com as crianças, o exemplo funciona melhor do que a regra imposta. Quando veem pais, professores e cuidadores lavando as mãos corretamente, elas tendem a incorporar o comportamento com mais naturalidade. Músicas, histórias, brincadeiras e pequenos desafios ajudam a transformar a lavagem em um momento divertido.
Também é preciso ensinar quando lavar as mãos: antes de comer, depois de usar o banheiro, ao chegar da rua, depois de brincar com animais, tossir, espirrar ou assoar o nariz e sempre que estiverem visivelmente sujas.
“Mais do que a técnica, a criança precisa entender que lavar as mãos é uma forma simples de cuidar de si mesma e das pessoas ao seu redor. É um hábito pequeno que faz uma enorme diferença na prevenção de doenças”, conclui Fabiana Feres.
Sobre a Afip
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