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Marketplace imobiliário ganha força como tática para equilibrar oferta e demanda

Modalidade aposta na combinação entre escala tecnológica e presença local para impulsionar negociações imobiliárias.

Criar formas de aproximar proprietários de imóveis de possíveis compradores deixou de ser apenas um desafio diário e passou a representar uma meta constante para o mercado imobiliário. A prova disso está no crescimento de uma modalidade que vem ganhando espaço entre empresas do setor: o chamado marketplace imobiliário.

O modelo funciona a partir da integração entre diferentes carteiras de imóveis e uma plataforma digital, permitindo que as propriedades sejam apresentadas a um público ainda mais amplo, ao mesmo tempo que oferece aos compradores acesso a um número maior de possibilidades.

Um dos principais benefícios associados a esse modelo tem sido a possibilidade de aumentar significativamente a liquidez desses imóveis, ao reduzir a distância entre oferta e demanda.

“Isso pode contribuir para uma alavancagem das vendas e, com isso, ampliar o volume de negociações imobiliárias”, comenta o CEO da Konex Negócios Imobiliários, empresa de corretagem imobiliária focada nas regiões Norte e Oeste de São Paulo, Bruno Caprara.

O exemplo mais recente desse movimento é a parceria firmada entre o QuintoAndar e a Konex. A imobiliária passou a integrar o ecossistema de empresas parceiras da plataforma. Na prática, a imobiliária paulistana pode oferecer a seus clientes imóveis disponíveis no QuintoAndar, enquanto ela [o QuintoAndar] também pode comercializar propriedades do portfólio da imobiliária.

Em bairros com características muito específicas, a associação entre uma plataforma de grande alcance e uma imobiliária com presença local permite combinar dois fatores primordiais: escala e precisão. A integração une o alcance digital e a tecnologia à experiência local. “Isso amplia expressivamente as oportunidades para ambos os lados do mercado”, diz.

Modalidade pode mudar rumos da corretagem

A expansão dos marketplaces imobiliários aponta para um mercado menos fragmentado e mais integrado. A tendência, segundo o imobiliarista, não elimina o papel das imobiliárias nem substitui o atendimento especializado, mas modifica a forma como imóveis, profissionais e consumidores se conectam.

“Isso tem sido uma alternativa viável e vantajosa para ampliar a quantidade de negociações sem depender exclusivamente do crescimento orgânico da própria base de imóveis ou de clientes”, conclui Bruno Caprara.

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