Valor Comercial do Dinheiro Inteligente é Destaque de Estudo da Capgemini
Nova pesquisa de Pagamentos revela uma transformação estrutural no ecossistema financeiro global com a ascensão do “dinheiro inteligente acelerado” (accelerated intelligent money) no segmento de pagamentos B2B.
O recente “Relatório Global de Pagamentos 2027” da Capgemini aponta que, em média, uma grande corporação opera em 14 mercados, mantém 11 relacionamentos bancários e realiza 34% do seu volume B2B em transações internacionais. Nesse cenário, onde a indústria tem redesenhado o próprio modelo, o estudo define essa mudança como “dinheiro inteligente acelerado” (accelerated intelligent money), que consiste na adoção cada vez mais rápida de stablecoins, depósitos tokenizados e moedas digitais de Bancos Centrais (CBDCs) que combinam transferência de valor, liquidação e regras de negócios em uma única camada.
Entre as principais soluções de “dinheiro inteligente”, as CBDCs aparecem como uma boa opção porque seu principal valor está no controle de riscos e otimização de liquidação interbancária. Daniela Dutra, Diretora de Soluções para Bancos da Capgemini Brasil, comenta que “as CBDCs têm uma função estratégica com relação às relações internacionais. Na condição de abertura de mercados, uma CBDC é muito aplicável porque não terá preferência de instituição e isso deixa o mercado mais regulado para iniciativas nas quais os governos queiram estabelecer um melhor controle. As alianças entre os países podem ser destravadas e mais bem governadas pelas CBDCs."
Embora o estudo aponte que 74% dos executivos classificam os pagamentos transfronteiriços como lentos, dispendiosos e imprevisíveis, apenas 21% dos bancos globais estão atualmente escalando pelo menos um instrumento de dinheiro inteligente acelerado. Além disso, o descompasso entre os investimentos do setor bancário e as reais necessidades do mercado B2B é revelado no estudo: apesar de 60% das instituições financeiras terem focado seus investimentos em inovação em pagamentos nos últimos três anos, apenas 32% das empresas relatam estar satisfeitas com os serviços prestados por seu banco principal.
Neste novo ambiente de tranformação no segmento de pagamentos, a pesquisa indica que o dinheiro inteligente criará valor comercial mensurável incorporando automação, lógica de execução e governança diretamente no movimento de fundos, o que reduzirá o atrito na liquidação transfronteiriça, desbloqueará a liquidez e irá melhorar o controle financeiro.
IMAGEM DE DIVULGAÇÃO: Daniela Dutra, Diretora de Soluções para Bancos da Capgemini Brasil
Sobre o estudo:
A pesquisa, realizada entre maio e junho de 2026, entrevistou 1.110 organizações com receitas superiores a US$ 1 bilhão e 300 executivos do setor bancário em nove países: Austrália, França, Alemanha, Hong Kong, Países Baixos, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. As organizações pesquisadas correspondem a três setores: seguros, manufatura e logística/transportes.
Sobre a Capgemini
A Capgemini é uma parceira global de transformação de negócios e tecnologia impulsionada por Inteligência Artificial, que gera valor tangível no mercado. Imaginamos o futuro das organizações e o tornamos realidade por meio de IA, tecnologia e pessoas. Com nossa sólida trajetória de quase 60 anos, somos um grupo responsável e diverso com 420 mil profissionais, em mais de 50 países. Oferecemos serviços e soluções de ponta a ponta que contam com nossa profunda expertise setorial e um robusto ecossistema de parceiros, elevando nossas capacidades em estratégia, tecnologia, design, engenharia e operações de negócios. O Grupo reportou em 2025 receitas globais de 22,5 bilhões de euros.
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