Instituto Unimed-BH incentiva voluntariado
Projeto Uniclown leva alegria, diversão e cultura para pessoas de todas as idades
O Uniclown é uma oficina voltada à formação de palhaços, iniciada em 2013. As atividades reúnem colaboradores e médicos cooperados da Unimed-BH. Antes de começarem as visitas, os voluntários participaram de um curso na Spetáculo Casa de Artes. Durante seis meses, orientados por palhaços profissionais, eles aprendem sobre a formação de clowns (palhaços), técnicas cênicas e, principalmente,desenvolvem trabalhos de psicologia, para lidar com o ambiente hospitalar e os pacientes.
Com os rostos pintados, roupas coloridas e perucas, os clowns visitam hospitais da Unimed-BH e cinco lares de idosos, além de realizarem outras atividades. Cada voluntário faz uma ou duas visitas por mês, aos sábados. Ao todo, são realizadas 20 visitas semanais, divididas entre a Maternidade Unimed – Unidade Grajaú, o Hospital Unimed – Unidade Betim. Para a colaboradora da Unimed-BH, Débora Winter, a clown Kittynett, “presenciar tamanha receptividade torna esta experiência mágica, por meio da qual posso relembrar valores como solidariedade e amor ao próximo”.
A cooperada Célia Godinho conta que as aulas teóricas e práticas, ministradas nos sábados pela manhã, com clown e psicóloga, precederam passeios por parques, nos quais ela já se caracterizava como clown. Segundo ela, além dos novos aprendizes, estavam presentes nos encontros outras pessoas do grupo, formadas em turmas anteriores, numa troca de experiências muito rica. “O trabalho médico é exaustivo e intenso, o que faz com que o cansaço nos torne um pouco apáticos e desapegados. O Uniclown me trouxe de volta o prazer das pequenas coisas, o valor de um sorriso e, principalmente, a capacidade de brincar”, pondera.
Pode parecer desgastante para o voluntário entrar em determinadas alas hospitalares. Mas, segundo Rodrigo Robleño, coordenador e professor do Uniclown, no treinamento os palhaços aprendem a se relacionar com o lado sadio de cada pessoa e, a partir dele, contribuir para uma melhora do todo. “Pelos relatos dos clowns, posso afirmar que mais do que desgastante, o trabalho como palhaço visitante é um presente tanto para os visitados quanto para nós mesmos”, ressalta.
Cláudia Antonini, também colaboradora da Unimed-BH, inscreveu-se no início de 2015 e já começa a atuar como a clown Antonina. “Sempre estive envolvida em causas sociais, mas o Uniclown é diferente de tudo o que já tinha experimentado. A intenção é fazer o outro se sentir a pessoa mais especial no momento do encontro. Hoje tenho vontade de doar horas da minha vida para que pessoas possam saber que alguém se importa com elas”, afirma.
Segundo a gestora do Instituto Unimed-BH, Cíntia Campos, a finalidade da linha de ação Voluntariado é contribuir para uma vida melhor e mais saudável. “Sabemos da importância do trabalho contínuo para a efetividade das ações. Para isso, incentivamos colaboradores e cooperados a doarem seu tempo, trabalho e talento, e investimos para a continuidade e ampliação desse projeto”, avalia. Hoje o Uniclown conta com 40 voluntários, entre cooperados e colaboradores da Unimed BH. Além deles, nove palhaços profissionais dão o suporte e acompanhamento nas visitas.
O projeto Uniclown integra a linha de ação Voluntariado do Instituto Unimed-BH, que conduz do Programa de Responsabilidade Social da Unimed-BH. As atividades da linha incentivam e apoiam o envolvimento dos colaboradores e cooperados em atividades em que eles possam doar seu tempo, trabalho e talento em prol de iniciativas voltadas para a promoção da saúde e da qualidade de vida. Em 2014, cerca de 7 mil pessoas foram beneficiadas pela ações e campanhas realizadas.

Nenhum comentário