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Sesc São Paulo realizará exposição de fotos do Eduardo Viveiros de Castro

Com cerca de 400 imagens divididas em quatro núcleos, mostra será a primeira a reunir a extensa produção fotográfica do renomado antropólogo e será exposta no Sesc Ipiranga, Parque da Independência e comércios do bairro


De 29 de agosto a 29 de novembro de 2015, o Sesc São Paulo realizará, em sua unidade do Ipiranga, no Parque da Independência e em estabelecimentos do bairro a exposição “Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, fotógrafo”, e mais um seminário internacional e ampla programação paralela, com shows, espetáculos de teatro, performance, dança e ciclo de cinema.

Com curadoria do escritor e crítico literário Eduardo Sterzi e da escritora e crítica de arte Veronica Stigger, a mostra exibirá cerca de 400 registros fotográficos feitos pelo antropólogo, cuja produção teórica desenvolveu, a partir de meados da década de 90, a teoria do perspectivismo ameríndio, que possui notável influência em outros campos do conhecimento, como estética, teoria literária, filosofia política, filosofia do direito e, também, artes.

Além da exposição, ao longo desses três meses uma ampla programação paralela integrará o projeto, incluindo apresentações artísticas de dança, teatro, música, cinema, entre outras. Dentre as atividades, haverá um seminário, do qual participarão antropólogos e pesquisadores de várias áreas, como Bertrand Prévost, Alexandre Nodari, Flávia Cera, Fred Coelho, João Camillo Penna, Marília Librandi-Rocha, Patrice Maniglier, Pedro de Niemeyer Cesarino, Pedro Neves Marques, Renato Sztutman, Roberto Zular, Tânia Stolze Lima, Idelber Avelar e José Miguel Wisnik.

Para o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, “as imagens de Viveiros de Castro nos reavivam suas ideias e teorias, difundidas pelos livros, compêndios e estudos do autor. Os registros presentes em ‘Variações do Corpo Selvagem’ trazem os passos anteriores do antropólogo - uma rica produção imagética que, de certa forma, antecipa suas pesquisas e temas futuros”.

A EXPOSIÇÃO

Antes de se dedicar à Antropologia, Eduardo Viveiros de Castro foi fotógrafo – faceta sua pouquíssimo conhecida. Essa será a sua primeira exposição individual e agrupará fotos de dois momentos de sua trajetória. Do primeiro deles, na década de 70, temos as fotografias (a maioria delas nunca expostas) feitas quando trabalhava próximo ao cineasta Ivan Cardoso, de quem foi fotógrafo de cena e também roteirista. Nesta série, haverá não apenas os stills de filmes de Cardoso, mas também fotos de alguns artistas decisivos para a cultura brasileira contemporânea, como Hélio Oiticica e Waly Salomão.

No segundo momento, de meados dos anos 70 até o início dos 90, encontramos os registros realizados entre os índios Araweté, Yanomami, Yawalapiti e Kulina. Aqui já temos o Viveiros de Castro antropólogo, que teve na fotografia, inclusive, uma importante ferramenta de pesquisa, como fica claro no livro Araweté: o povo do Ipixuna.

Poucas destas imagens chegaram a ser expostas. Em 1977 foi realizada uma mostra coletiva na qual foram exibidas oito fotos dos Yawalapiti. Em 1983, na também coletiva Alguns índios, realizada no MASP, estiveram algumas fotos dos Araweté. Em 1992 cerca de 50 imagens destas figuraram na mostra coletiva Araweté: visão de um povo tupi da Amazônia, que esteve em cartaz no Centro Cultural São Paulo, e reuniu também fotos de Carlos A. Ricardo e Murilo Santos, assim como pinturas e desenhos de Rubens Matuck, objetos dos próprios Araweté, vídeos de Murilo Santos e Labi Mendonça e sons do Pau-Brasil. Todas as demais imagens serão exibidas ao público pela primeira vez.

Cerca de 20 imagens destas figuraram na mostra coletiva Araweté: visão de um povo tupi da Amazônia, que esteve em cartaz em 1992 no Centro Cultural São Paulo, e reuniu também fotos de Carlos A. Ricardo e Murilo Santos, assim como pinturas e desenhos de Rubens Matuck, objetos dos próprios Araweté, vídeos de Murilo Santos e Labi Mendonça e sons do Pau-Brasil. Todas as demais imagens serão exibidas ao público pela primeira vez.

A ideia de ‘Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, fotógrafo’, no entanto, não é apresentar a produção de Viveiros de Castro separada em dois setores diferentes – de um lado, o de intercâmbio com outros artistas; de outro, aquele relacionado com sua atividade etnológica -, mas sim mesclar esses dois universos, aproximando-os pela centralidade adquirida nas imagens a partir da categoria corpo. Este é o denominador comum entre as duas linhas de fotos.

Trata-se, pois, de uma ênfase na corporalidade, que está também na origem da reflexão antropológica do autor e que marca todo seu percurso intelectual - e que, por isso, se faz decisiva para se compreender a articulação, em sua prática, entre fotografia e pensamento, arte e Antropologia.

É o próprio pensamento de Eduardo Viveiros de Castro, aliás, o que organiza a mostra. O fio condutor da exposição serão trechos extraídos dos seus textos e entrevistas, a fim de fornecer uma legibilidade à sua obra fotográfica, como extensão figurativa de suas pesquisas etnológicas e de suas reflexões teóricas.

Composta por quatro núcleos temáticos, a exposição reunirá fotografias que se aproximam seja pelo tema, seja pelas similaridades formais. Não serão núcleos estanques, pelo contrário, serão fluidos, imbricando-se uns nos outros, estabelecendo diálogos e, sobretudo, questionamentos dialéticos entre si.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

A múltipla influência de Viveiros de Castro em variados campos do conhecimento é um convite a uma exploração mais ampla de aspectos tangentes à sua produção. Assim, além da exposição, haverá ao longo dos três meses uma extensa programação paralela, com apresentações de dança, teatro, música, cinema etc.

Integrando o projeto, haverá um seminário, nos dias 27 e 28 de outubro, que reunirá não somente antropólogos, mas, sobretudo, pesquisadores de outras áreas, especialmente do campo artístico, com o objetivo de realizar um balanço do alcance de sua teoria no pensamento contemporâneo. Além do próprio Viveiros de Castro, responsável pela conferência de encerramento, já estão confirmados Patrice Maniglier, Bertrand Prévost, Tânia Stolze Lima, João Camillo Penna, Alexandre Nodari, Marília Librandi-Rocha, Roberto Zular, Pedro Neves Marques, Flávia Cera, Fred Coelho, Renato Sztutman, Pedro de Niemeyer Cesarino, José Miguel Wisnik, entre outros.

VARIAÇÕES DO CORPO SELVAGEM: Eduardo Viveiros de
Castro, fotógrafo
Abertura: 29 de agosto de 2015
Visitação: 30 de agosto a 29 de novembro de 2015
Curadoria: Eduardo Sterzi e Veronica Stigger
Projeto expográfico: Arquiteto Pedro Mendes da Rocha
Visitação:

No Sesc Ipiranga
Terça a sexta, das 7h30 às 21h30
Sábados, das 10h às 21h30
Domingos e feriados, das 10h às 17h30

No Parque da Independência
Todos os dias, das 7h30 às 20h

Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga
Telefone para informações: (11) 3340-2000
www.sescsp.org.br/ipiranga
Não temos estacionamento
Acesso para deficientes físicos
Bilheteria – Terça a sexta, das 12h às 21h; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h

Assessoria de Imprensa e Credenciamento:

Cláudia Souza: (11) 3340-2032

claudia@ipiranga.sescsp.org.br

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