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Morar perto dos trilhos ganha peso na escolha do imóvel em São Paulo

Pesquisas mostram que brasileiros querem reduzir o tempo de deslocamento e que o transporte público faz parte da rotina dos mais jovens; Longitude aposta em projetos próximos a estações nas zonas Norte e Leste

Outubro, 2026 - O tempo gasto entre a casa e o trabalho passou a entrar na conta de quem escolhe onde morar em São Paulo. Mais do que avaliar a metragem e a planta do imóvel, parte dos consumidores busca endereços conectados ao metrô, aos trens e a uma rede de comércio e serviços, com a expectativa de tornar a rotina mais prática e reduzir o peso dos deslocamentos diários. Uma pesquisa encomendada pela Serasa Experian mostra que 78,1% dos profissionais brasileiros já consideraram ou tomaram alguma medida para diminuir o tempo gasto no trajeto até o trabalho. Entre os entrevistados, 21,3% cogitaram morar mais perto da empresa e 20,5% pensaram em mudar de emprego pelo mesmo motivo.

As preferências apontadas no estudo reforçam o papel da localização: 43,3% dos participantes disseram preferir um emprego próximo de casa, enquanto 25,8% valorizam locais de trabalho com fácil acesso por transporte público. No Sudeste, 15,9% afirmaram gastar de uma a duas horas apenas para chegar ao trabalho.

Outro levantamento da Serasa, realizado em parceria com o Instituto Opinion Box, ajuda a identificar quem pode impulsionar essa demanda. Entre os integrantes da Geração Z que moram sozinhos, 62,6% ainda vivem de aluguel. Nesse mesmo grupo, o transporte público é o meio de locomoção mais citado, por 26% dos entrevistados, à frente das motocicletas, mencionadas por 23%. A pesquisa também revela a pressão das despesas essenciais: 45% das pessoas que vivem sozinhas consideram difícil ou muito difícil administrar os próprios gastos, e 64% perceberam aumento do custo de vida no último ano. Moradia aparece entre as três prioridades de pagamento desse público, ao lado de contas recorrentes e supermercado.

Nesse contexto, estar perto de uma estação pode ser avaliado não apenas pela distância, mas pela possibilidade de organizar o cotidiano. A redução de baldeações e trechos percorridos por outros meios pode representar mais previsibilidade de rotina, embora o ganho de tempo dependa do destino, das integrações e dos horários de cada pessoa.

Mobilidade orienta novos projetos residenciais
A mudança de comportamento é acompanhada pelo mercado imobiliário. A Longitude Incorporadora desenvolve três empreendimentos com propostas ligadas à mobilidade urbana e à proximidade da rede sobre trilhos e em diferentes regiões de São Paulo. Na Zona Norte, o Longitude Estação Tucuruvi terá dois acessos, sendo um pela Rua Purus, a três minutos de bicicleta da Estação Tucuruvi do Metrô. O projeto terá 508 apartamentos, entre estúdios e unidades de um ou dois dormitórios, além de espaços compartilhados.

Também na Zona Norte, o Longitude Estação Freguesia será construído na Rua Professor João Machado, próximo às estações Piqueri e Pirituba, da CPTM, e à futura Estação Freguesia do Ó. Com 509 unidades, o empreendimento terá estúdios, apartamentos de um dormitório com espaço para escritório e opções de dois dormitórios.

Na Zona Leste, o Longitude Estação Dom Bosco ficará na Rua Dona Maria de Camargo, em Itaquera, a poucos passos da Estação Dom Bosco, da CPTM. Serão 325 unidades em uma torre, com estúdios e apartamentos de um dormitório com cômodo adicional e adaptável a diferentes usos.

“Os três projetos partem da leitura de que o consumidor quer uma moradia compatível com o orçamento, mas não abre mão de conexão com a cidade. Por isso, a escolha do terreno considera a proximidade com metrô ou trem, comércio e serviços já existentes, além de plantas funcionais para diferentes momentos de vida”, avalia Rodrigo Menderico, vice-presidente comercial da Longitude Incorporadora.

São Paulo ainda registra milhões de deslocamentos por dia
A mais recente Pesquisa Origem e Destino do Metrô de São Paulo dimensiona o desafio. O levantamento registrou 21,07 milhões de deslocamentos diários no município. Segundo análise da Prefeitura, ônibus, metrô e trem respondem por 31,7% dos deslocamentos na capital. O estudo do Metrô, realizado com 79 mil pessoas, é considerado o maior levantamento de mobilidade urbana da América Latina.

“Em uma cidade das dimensões de São Paulo, o deslocamento não é um detalhe da rotina: ele interfere no tempo disponível para a família, no descanso, nos estudos e no lazer. Quando um empreendimento nasce conectado à rede sobre trilhos e aos serviços do bairro, a localização passa a funcionar como parte da qualidade de vida”, conclui Menderico.

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