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Entenda como os músicos da América Latina contribuem para o futuro da música clássica

A América Latina, nas últimas décadas, conquistou um lugar importante na música clássica mundial, salienta Leonardo Martinelli, professor de Composição do Curso de Música da Faculdade Santa Marcelina (FASM). “Temos excelentes músicos, orquestras e compositores que têm muito para contribuir. Com isso, a América Latina deixou de ser um lugar onde se fazia músicas clássicas precárias e ruins. Porém, ainda enfrentamos dificuldades em decorrência dos problemas sociais”. O especialista frisa que a musicalidade tropical do Brasil oferece uma perspectiva diferente para o universo da música clássica.

Para discutir esse assunto e novas formas de desenhar o futuro da musica clássica mundial, o professor da FASM e a pesquisadora Anahi Ravagnani participaram da Conferência internacional Classical: NEXT, que aconteceu na cidade de Rotterdam, na Holanda, entre os dias 17 e 20 de em maio. O evento multidisciplinar é considerado o maior encontro de especialistas de música clássica no mundo. Eles foram os únicos representantes da América Latina

Os especialistas brasileiros realizaram o debate sobre "O mundo como palco, o músico como ator social: limites e ações de músicos e instituições como parte da mudança social", abordando um tema pertinente no contexto da música clássica, alertando para a importância da interação social dos músicos e de pessoas que trabalham com musicas nas comunidades. “É importante que os músicos atuem além das atividades artísticas porque está muito claro que não existe espaço no século 21 para limitarem a sua atividade ao palco. O que ele faz no palco é muito importante, mas se não houver engajamento na comunidade e na sociedade, não haverá publico ou uma relação que estabeleça um contato com a sociedade, por conta da falta de conhecimento de um repertorio que não é contemporâneo”, ressalta Leonardo.

Nessa edição, os especialistas brasileiros debateram com representantes da Europa, América do Norte, Estados Unidos e Europa, que são educadores, músicos e pessoas que apreciam, investem e pensam no futuro da musica clássica no planeta.

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