Últimas

Recursos habilitados por IA definem a próxima era da gestão de patrimônio

Com relacionamentos cada vez mais fragmentados, as gestoras de riqueza precisam adotar a inteligência aumentada para desbloquear a personalização em escala e reverter as limitações dos sistemas tradicionais.


Daniela Dutra/Foto: Divulgação

A 30ª edição do Relatório Global de Riqueza da Capgemini estima que entre 2022 e 2025 US$ 1,5 trilhão em ativos gerenciados migraram para novos players, ao invés de instituições tradicionais, o que evidencia uma lacuna crescente entre as experiências personalizadas que os Indivíduos de Alto Patrimônio Líquido (HNWIs na sigla em inglês) esperam e o que os modelos operacionais tradicionais conseguem entregar. No Brasil, esse grupo é composto por 165,88 mil indivíduos, e sua riqueza registrou um crescimento de 6,0% no último ano, alcançando a marca de US$ 5,1 bilhões em 2025.


Daniela Dutra, Líder de Soluções para Banking da Capgemini Brasil, explica: “O movimento ‘Wealth AI’ impulsionará a personalização e a inteligência como diferencial competitivo e, para isso, é preciso reinventar o papel do gerente de relacionamento para que ele possa evoluir de advisor para orquestrador. O colaborador humano não desaparece, mas se torna mais estratégico, porque para orquestrar ele precisará de ferramentas e insights.”


O relatório aponta que a orquestração surge como a nova fronteira competitiva e que a implementação de capacidades inteligentes pode reduzir a carga de trabalho operacional de gerentes de relacionamento em aproximadamente 50%, com o objetivo de liberar capacidade para melhor julgamento, conversas mais profundas com os clientes e uma coordenação mais eficaz com os especialistas. 


Kartik Ramakrishnan, CEO da Unidade de Negócios Estratégicos de Serviços Financeiros da Capgemini e membro do Conselho Executivo do Grupo explica: “Os HNWIs agora têm acesso a mais classes de ativos em diversos mercados, juntamente com maiores opções em termos de consultores e expertise. Os clientes, incluindo os HNWIs mais jovens que se beneficiam de transferências de riqueza, buscam maior acesso a produtos, personalização mais profunda e consultoria que realmente reflita seu estilo de vida. As empresas que conseguirem oferecer isso em escala, impulsionadas por insights e recursos habilitados por IA, definirão a próxima era da gestão de patrimônio.”


Segundo o estudo, quando as empresas acertam na experiência do cliente, 53% dos HNWIs na média global recomendam sua empresa a outras pessoas e 47% consolidarão mais ativos com empresas de gestão de patrimônio que ofereçam acesso integrado a especialistas. As análises da pesquisa indicam que as empresas que incorporam a inteligência na essência de como atendem os clientes estão construindo a base mais sólida para cada geração de riqueza que se segue.

Nenhum comentário