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Fake news sobre saúde da mulher colocam diagnósticos e tratamentos em risco

Desinformação nas redes sociais pode atrasar cuidados médicos, incentivar práticas perigosas e aumentar riscos à saúde feminina

Divulgação

Julho de 2026 – As plataformas digitais e as redes sociais tornaram-se importantes fontes de informação em saúde para mulheres, especialmente na busca por conteúdos relacionados à fertilidade, contracepção, menopausa1,2, endometriose3 e outros temas ligados à saúde reprodutiva. No entanto, junto com o aumento do acesso à informação, especialistas alertam para um problema preocupante: a disseminação de fake news que podem comprometer diagnósticos, atrasar tratamentos e colocar a saúde da mulher em risco4.

 

Vídeos curtos, depoimentos sem embasamento científico e conteúdos produzidos por influenciadores sem formação médica têm impulsionado a circulação de informações incorretas sobre doenças ginecológicas, gravidez e cuidados hormonais. Entre os temas mais afetados estão o uso de anticoncepcionais, vacinas, tratamentos para endometriose, Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), menopausa e fertilidade5.

 

Muitas mensagens em ambientes digitais de saúde podem conter informações não baseadas em evidências ou simplificadas, o que pode influenciar decisões de saúde e gerar dúvidas em relação a condutas médicas estabelecidas6

 

Nos consultórios, é cada vez mais comum relatos de pacientes influenciadas por conteúdos vistos nas redes sociais. Informações incorretas ou sem respaldo científico podem gerar receios infundados, modificar expectativas em relação aos tratamentos e interferir na tomada de decisão, reforçando a importância da orientação e diagnóstico médico baseado em evidências7.

 

Doenças como endometriose, por exemplo, já enfrentam desafios históricos de diagnóstico tardio. Quando informações falsas minimizam sintomas ou desacreditam tratamentos médicos, o cenário pode se agravar ainda mais3,8

 

No entanto, a desinformação em saúde não é apenas um problema digital — ela pode trazer consequências reais para a qualidade de vida e até para a segurança das pacientes7,9. 

 

Entre os principais riscos associados à desinformação em saúde da mulher estão a interrupção de tratamentos sem orientação médica, a adoção de dietas ou terapias sem comprovação científica⁴, o uso inadequado de suplementos e hormônios⁵, o atraso no diagnóstico de doenças ginecológicas⁸, o aumento da ansiedade e do medo em relação a tratamentos médicos9,10 e a resistência à vacinação, incluindo a vacina contra o HPV¹¹.

 

De acordo com a Libbs Farmacêutica, é preciso ficar atento a sinais que podem indicar conteúdos potencialmente enganosos, como promessas de cura rápida ou definitiva, discursos que desacreditam completamente a medicina, ausência de fontes científicas confiáveis, recomendações genéricas direcionadas a todas as mulheres, incentivo ao abandono de tratamentos médicos e o uso excessivo de termos alarmistas⁹. A própria empresa mantém o portal A Vida Plena (Link), que reúne conteúdos educativos elaborados e validados por especialistas sobre saúde da mulher, prevenção, qualidade de vida e outros temas, contribuindo para que a população tenha acesso a informações seguras e possa tomar decisões mais conscientes sobre o próprio cuidado.

 

Texto elaborado em julho de 2026.

Referências

  1. Lupton D, Maslen S. How Women Use Digital Technologies for Health: Qualitative Interview and Focus Group Study. J Med Internet Res. 2019 Jan 25;21(1):e11481
  2. Hajesmaeel-Gohari S, Shafiei E, Ghasemi F, Bahaadinbeigy K. A study on women's health information needs in menopausal age. BMC Womens Health. 2021;21(1):434.
  3. Loughran A, Daken K, Plessis CD, Mullens AB. How Women with Endometriosis Use Social Media for Support and Self-Management: An Analysis of Reddit Content. Int J Environ Res Public Health. 2025 Nov 11;22(11):1706.
  4. Wang Y, McKee M, Torbica A, Stuckler D. Systematic literature review on the spread of health-related misinformation on social media. Soc Sci Med. 2019;240:112552.
  5. John JN, Gorman S, Scales D, Gorman JR. Online misleading information about women's reproductive health: a narrative review. J Gen Intern Med. 2025;40(4):1123-1131.
  6. Immeli L, Douglas P, Kolho KL. Challenges to Infant Health Care in the Social Media Era: Misinformation and Medicalisation. Acta Paediatr. 2026 May;115(5):1029-1035.
  7. Sridhar S, King C. Impact of social media on patient expectations and decision-making in gynecology. Curr Opin Obstet Gynecol. 2025 Aug 1;37(4):261-267.
  8. Zondervan KT, Becker CM, Missmer SA. Endometriosis. N Engl J Med. 2020;382(13):1244-1256.
  9. Sathianathan S, Mhd Ali A, Chong WW. How the General Public Navigates Health Misinformation on Social Media: Qualitative Study of Identification and Response Approaches. JMIR Infodemiology. 2025 Jun 24;5:e67464
  10. Swire-Thompson B, Lazer D. Public health and online misinformation: challenges and recommendations. Annu Rev Public Health. 2020;41:433-451.
  11. Wilson SL, Wiysonge C. Social media and vaccine hesitancy. BMJ Glob Health. 2020;5(10):e004206.

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Em 2025, levamos saúde para mais de 13,5 milhões de pessoas por meio de um portfólio formado por 100 marcas de produtos em mais de 240 apresentações nas categorias referência, similares, quimioterápicos e biossimilares (anticorpos monoclonais). Nossa Biotec é a 1ª planta de anticorpos monoclonais em escala industrial do Brasil e, em 2024, ela ganhou uma Planta Piloto, que atua com o desenvolvimento de biomoléculas, escalonamento de bioprocessos e produção de material clínico para estudo por meio de parcerias ou como CDMO. Nosso Centro de Desenvolvimento Integrado (CDI) atua para melhorar medicamentos com foco no benefício ao paciente.

Investimos cerca de 10% do nosso faturamento em P&D e mantemos iniciativas como o Programa de Incentivo à Pesquisa (PIP), que apoia estudos clínicos independentes. Também apostamos na ampliação da produção nacional de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), reforçando a autonomia do Brasil em saúde pública.

Apoiamos causas e campanhas que orientam a população a respeito da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Em nosso site Vida Plena, publicamos conteúdo confiável sobre saúde e bem-estar e no Trate da Vida, disponibilizamos materiais relevantes que ajudam profissionais da saúde no dia a dia com pacientes.  

 

Estamos sempre abertos para desenvolver novos projetos em parceria. Mais informações no site www.libbs.com.br.

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