Da construtora ao contrato: o que analisar antes de comprar um imóvel na planta
Especialista da Blendi lista pontos que merecem atenção antes de fechar negócio e explica como avaliar desde o histórico da incorporadora até as condições de pagamento.
Comprar um apartamento na planta pode ser uma alternativa para quem busca o primeiro imóvel ou pretende investir, mas a decisão exige atenção a uma série de fatores que vão muito além do valor da parcela. Antes de assinar o contrato, é importante conhecer o histórico da construtora, avaliar a localização e o projeto, entender o fluxo de pagamento e conferir cuidadosamente as condições previstas no contrato.
Para Beto Justus, sócio-fundador da Blendi Empreendimentos, o primeiro passo é pesquisar a empresa responsável pelo empreendimento. “O consumidor precisa olhar para além do projeto que está sendo apresentado. É importante conhecer o histórico da construtora, verificar quais empreendimentos já foram entregues, os padrões de qualidade e a capacidade da empresa de cumprir os prazos e o que foi apresentado na venda”, explica.
Outro ponto importante é analisar a localização. Mesmo quando a compra é feita pensando na moradia, é preciso considerar a infraestrutura disponível no entorno, o acesso a serviços, comércio, escolas e transporte, além das perspectivas de desenvolvimento da região. Esses fatores também podem influenciar a valorização do imóvel ao longo do tempo.
Planta e condomínio também merecem atenção
Na avaliação do imóvel, o comprador deve observar se a planta atende às suas necessidades e se a distribuição dos ambientes é adequada à rotina da família. A metragem, por si só, não deve ser o único critério: a disposição dos espaços e a funcionalidade do projeto também fazem diferença no dia a dia.
O mesmo vale para a estrutura do condomínio. Áreas de lazer, espaços de convivência, segurança e outros equipamentos podem representar diferenciais importantes, mas é necessário entender quais deles realmente fazem sentido para o perfil do comprador e quais custos estarão envolvidos na manutenção do condomínio.
Um exemplo desse movimento é o Residencial Mirantti, lançamento da Blendi em Londrina. Com 416 apartamentos de dois quartos, o empreendimento terá plantas de 40,47 m² e 41 m² e uma estrutura que inclui piscina, quadra de areia, miniquadra esportiva, academia, salão de festas, playground, pet place, bicicletário, horta comunitária, redário e quiosques. O projeto representa o maior lançamento já realizado pela incorporadora.
“Hoje, o consumidor está mais atento ao conjunto da compra. Não é apenas escolher um apartamento, mas entender o que aquele projeto oferece, onde está localizado e como ele se encaixa no planejamento financeiro e na rotina da família”, afirma Justus.
Atenção ao fluxo de pagamento
Outro cuidado está nas condições financeiras. O comprador deve analisar o valor da entrada, as parcelas previstas durante o período de obras e como será estruturado o financiamento após a entrega. Olhar apenas para o valor da prestação pode esconder compromissos que precisam ser considerados no orçamento.
Também é importante colocar na conta outros gastos relacionados à aquisição e à ocupação do imóvel, como documentação, impostos, custos de mudança e, no caso de condomínios, as despesas mensais de manutenção.
“É fundamental entender o fluxo completo da compra antes de assumir o compromisso. O consumidor precisa saber quanto vai desembolsar em cada etapa e avaliar se esse planejamento cabe no orçamento sem comprometer outras despesas da família”, orienta o sócio-fundador da Blendi.
Contrato exige atenção antes da assinatura
A etapa documental também merece cuidado. Antes de assinar, o comprador deve ler o contrato integralmente e verificar informações como prazo de entrega, condições de pagamento, características e especificações do imóvel, responsabilidades das partes e eventuais condições previstas para alterações ou desistência.
Em caso de dúvidas, a recomendação é buscar orientação profissional antes de assinar. “O contrato formaliza tudo aquilo que foi acordado durante a negociação. Por isso, é importante que o comprador não tenha pressa nessa etapa e esclareça qualquer ponto que não esteja claro”, destaca Justus.
Para a Blendi, a decisão de comprar um imóvel deve ser acompanhada de planejamento e informação. Fundada em 2019, a incorporadora já lançou cerca de 3 mil unidades em 12 empreendimentos, com atuação concentrada em Londrina, Maringá e Apucarana. Em Londrina, são 1.424 apartamentos lançados, dos quais 1.072 já foram entregues.
Sobre a Blendi
Fundada em 2019 por Beto Justus e Luã Brandalise, a Blendi Empreendimentos nasceu com o propósito de transformar o mercado imobiliário por meio da inovação e do compromisso com a qualidade. Em 2024, a empresa figurou entre as Top 3 no ranking Negócios em Expansão, promovido pela EXAME e pelo BTG Pactual. Em seis anos de atuação, a Blendi lançou cerca de 3 mil unidades em 12 empreendimentos, com presença em Londrina, Maringá e Apucarana.
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